quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Rio-pretense terá livro publicado pelo Ministério da Educação


Um dos mais disputados prêmios de literatura do país, porque promove a impressão de 300 mil exemplares dos livros vencedores, que são distribuídos para todas as bibliotecas públicas do país, foi anunciado neste dia 19/11, às 10h20, em Brasília, e um dos vencedores é o jornalista e publicitário rio-pretense Alaor Ignácio dos Santos Júnior (foto).
Participaram da disputa do 3º Prêmio Literatura para Todos, promovida pelo Ministério da Educação, 329 obras de todo o Brasil e dos cinco países africanos de língua portuguesa. Com o livro “Cascatinha e Inhana: a história e os trinados dos sabiás do sertão”, na categoria perfil biográfico, o autor rio-pretense conta a história da dupla de artistas populares que viveu no interior paulista, e que fez sucesso em todo o país nas décadas de 1950 e 1960.
A entrega do prêmio será no próximo dia 4 de dezembro, em Belém, durante a VI Conferência Internacional de Jovens e Adultos (Confintea).

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Por que Dilma será a nova presidente


Carlos Pio

Daqui a exatos 12 meses os brasileiros vão escolher o seu novo presidente. Poucos analistas parecem ter dúvidas de que teremos segundo turno e de que este será disputado pela candidata do presidente Lula, a ministra Dilma Rousseff, e por um dos candidatos do principal partido da oposição, provavelmente o governador José Serra. Mas quase ninguém arrisca um prognóstico sobre o pleito, cautela essa provocada pelo que parece ser uma disputa apertada entre dois candidatos "sem graça", tecnocratas de cabeça e coração. Eu vou arriscar: Dilma ganha de Serra (ou Aécio Neves) no segundo turno, com folgada margem. Vou explicar por quê.

Para começo de conversa, é fundamental enfatizar como o processo de seleção dos candidatos presidenciais afeta o desenlace da campanha. No nosso caso, demonstra o quanto a democracia brasileira ainda é dominada por indivíduos que estão no topo das organizações partidárias (e não por regras institucionalizadas). Em si mesmo, esse fato limita um verdadeiro debate de ideias sobre os problemas nacionais e sobre as diferentes alternativas existentes para resolvê-los. Dilma foi escolhida por uma única pessoa - o presidente Lula -, possivelmente após ouvir a opinião de alguns de seus conselheiros mais próximos. Serra será (ou não!) candidato a partir de uma decisão individual sua, à qual os dois partidos que o apoiam (PSDB e DEM) acederão sem maiores questionamentos. Se ele preferir não se candidatar a presidente, como em 2006, Aécio assumirá o posto também por decisão individual - mesmo que sob forte pressão dos aliados. Nesse processo terão sido ouvidas, talvez, quatro ou cinco outras pessoas. Ciro Gomes e Marina Silva se autodeclararam candidatos e suas legendas aceitaram - esta última tendo, por sinal, saído do PT com esse propósito.

Em suma, em todos os "partidos" a escolha do candidato a presidente se dará de forma não institucionalizada e, por conseguinte, sem debate público sobre as diferenças entre os eventuais postulantes no que diz respeito aos diagnósticos de nossos principais problemas e ao conteúdo das soluções que virão a propor. O eleitor também não saberá de antemão a diferença entre os candidatos no que concerne à governabilidade - isto é, como o eleito articulará sua base de apoio congressual e seu Ministério para viabilizar as ações do governo. Assim, a decisão do eleitor será tomada sob forte névoa de incerteza.

Sem debate público interno aos partidos, sem processo institucionalizado de escolha dos seus respectivos candidatos e sem um mínimo de clareza sobre a montagem futura das alianças políticas necessárias para governar, as eleições tendem a assumir um caráter ainda mais plebiscitário do que normalmente ocorre em regimes presidencialistas. Plebiscitário aqui assume o sentido de julgamento dos méritos do atual governo, desconsiderando a oposição. Destituí-lo, pela rejeição à candidata do presidente, representa incorrer em grau ainda mais acentuado de incerteza e insegurança para todo eleitor que tem algo de substancial a perder com a vitória da oposição - uma Bolsa-Família, uma tarifa de importação elevada, um subsídio tributário, uma vaga em universidade federal ou bolsa do governo federal, um emprego em empresa estatal ou de capital misto.

Um plebiscito sobre a renovação do mandato do grupo político do presidente será decidido em função do apoio do eleitor mediano (aquele que separa a distribuição dos votos de todo o eleitorado entre 50% + 1 e 50% - 1) à seguinte questão: "Você concorda que as coisas estão claramente melhores hoje do que no passado recente?" Esse foi o sentimento que marcou claramente as eleições de 1994, 1998 e 2006, todas vencidas pelos governos da ocasião. E parece-me razoável supor que tal sentimento é característico de períodos em que 1) a inflação está sob controle, 2) o governo tem capacidade de manejar os instrumentos de política necessários para dar um mínimo de segurança e estabilidade diante de um contexto externo instável e ameaçador, 3) há perspectiva de crescimento econômico e de queda do desemprego, 4) o gasto público e as políticas sociais focalizadas nos mais pobres estão em expansão. É isso o que vivemos hoje, não?

Pois bem, em tal conjuntura tão favorável ao governo o melhor que a oposição oferece é dar seguimento às políticas correntes e prometer mais eficiência administrativa e menos corrupção! É pouco, muito pouco! A oposição precisa ter propostas novas e capacidade para convencer o eleitorado de que elas são necessárias, viáveis e urgentes. Mas como fazer isso sem debate intrapartidário aberto e institucionalizado, assentado na diferença de diagnósticos e soluções? E como "testar", antes do pleito, o potencial eleitoral das ideias e os riscos embutidos nas novidades sem realizar prévias?

Afinal, alguém aí sabe o que Serra e Aécio pensam sobre os problemas nacionais? Alguém acha que algum deles ousaria propor mudança de rumos em relação ao que Lula vem fazendo? O que eles farão em relação a Bolsa-Família, câmbio com viés de apreciação, Mercosul paralisado, protecionismo comercial excessivo, política industrial e tecnológica concentradora de renda, educação de mal a pior, malha de transportes precária, regulação arcaica do setor de energia, infraestrutura em frangalhos e política externa terceiro-mundista? Algum deles propõe privatizar o que ainda está nas mãos do governo federal? Algum deles propõe que o Mercosul feche um acordo de livre-comércio com os Estados Unidos ou a China, como fizeram México e Chile?

Sem que as diferenças sejam explicitadas o eleitor mediano não aceitará correr o risco de votar na oposição.

E o tempo para esse debate já terminou!

Carlos Pio, professor de Economia Política Internacional da Universidade de Brasília (licenciado), é pesquisador visitante da Universidade de Oxford, Inglaterra. E-mail: crpio@unb.br

Fonte: O Estado de S. Paulo

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

FHC pega pesado com o governo Lula


Para onde vamos?

Fernando Henrique Cardoso

A enxurrada de decisões governamentais esdrúxulas, frases presidenciais aparentemente sem sentido e muita propaganda talvez levem as pessoas de bom senso a se perguntarem: afinal, para onde vamos? Coloco o advérbio “talvez” porque alguns estão de tal modo inebriados com “o maior espetáculo da terra”, de riqueza fácil que beneficia a poucos, que tenho dúvidas. Parece mais confortável fazer de conta que tudo vai bem e esquecer as transgressões cotidianas, o discricionarismo das decisões, o atropelo, se não da lei, dos bons costumes. Tornou-se habitual dizer que o governo Lula deu continuidade ao que de bom foi feito pelo governo anterior e ainda por cima melhorou muita coisa. Então, por que e para que questionar os pequenos desvios de conduta ou pequenos
arranhões na lei?

Só que cada pequena transgressão, cada desvio vai se acumulando até desfigurar o original. Como dizia o famoso príncipe tresloucado, nesta loucura há método. Método que provavelmente não advenha do nosso Príncipe, apenas vítima, quem sabe, de apoteose verbal. Mas tudo o que o cerca possui um DNA que, mesmo sem conspiração alguma, pode levar o País, devagarzinho, quase sem que se perceba, a moldar-se a um estilo de política e a uma forma de relacionamento entre Estado, economia e sociedade, que pouco tem a ver com nossos ideais democráticos.

É possível escolher ao acaso os exemplos de “pequenos assassinatos”. Por que fazer o Congresso engolir, sem tempo para respirar, uma mudança na legislação do petróleo mal explicada, mal ajambrada? Mudança que nem sequer pode ser apresentada como uma bandeira “nacionalista”, pois se o sistema atual, de concessões, fosse “entreguista” deveria ter sido banido, e não foi. Apenas se juntou a ele o sistema de partilha, sujeito a três ou quatro instâncias político-burocráticas para dificultar a vida dos empresários e cevar os facilitadores de negócios na máquina pública. Por que anunciar quem venceu a concorrência para a compra de aviões militares se o processo de seleção não terminou?
Por que tanto ruído e tanta ingerência governamental em uma companhia (a Vale) que, se não é totalmente privada, possui capital misto regido pelo estatuto das empresas privadas? Por que antecipar a campanha eleitoral e, sem qualquer pudor, passear pelo Brasil às custas do Tesouro (tirando dinheiro do seu, do meu, do nosso bolso...) exibindo uma candidata claudicante? Por que, na política externa, esquecer-se de que no Irã há forças democráticas, muçulmanas inclusive, que lutam contra Ahmadinejad e fazer mesuras a quem não se preocupa com a paz ou os direitos humanos?

Pouco a pouco, por trás do que podem parecer gestos isolados e nem tão graves assim, o DNA do “autoritarismo popular” vai minando o espírito da democracia constitucional. Essa supõe regras, informação, participação, representação e deliberação consciente. Na contramão disso tudo, vamos regressando a formas políticas do tempo do autoritarismo militar, quando os “projetos de impacto” (alguns dos quais viraram “esqueletos”, quer dizer, obras que deixaram penduradas no Tesouro dívidas impagáveis) animavam as empreiteiras e inflavam os corações dos ilusos: “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Em pauta temos a Transnordestina, o Trem Bala, a Norte-Sul, a Transposição do São Francisco e as centenas de pequenas obras do PAC que, boas algumas, outras nem tanto, jorram aos borbotões no orçamento e minguam pela falta de competência operacional ou por desvios
barrados pelo TCU. Não importa: no alarido da publicidade, é como se o povo já fruísse os benefícios: “minha casa, minha vida”; biodiesel de mamona, redenção da agricultura familiar; etanol para o mundo e, na voragem de novos slogans, pré-sal para todos.

Diferentemente do que ocorria com o autoritarismo militar, o atual não põe ninguém na cadeia. Mas da própria boca presidencial saem impropérios para matar moralmente empresários, políticos, jornalistas ou quem quer que seja que ouse discordar do estilo “Brasil-potência”. Até mesmo a apologia da bomba atômica como instrumento para que cheguemos ao Conselho de Segurança da ONU – contra a letra expressa da Constituição – vez por outra é defendida por altos funcionários, sem que se pergunte à cidadania qual o melhor rumo para o Brasil. Até porque o Presidente já declarou que, em matéria de objetivos estratégicos (como a compra dos caças), ele resolve sozinho. Pena que tivesse
se esquecido de acrescentar “l’État c’est moi”. Mas não se esqueceu de dar as razões que o levaram a tal decisão estratégica: viu que havia piratas na Somália e, portanto, precisamos de aviões de caça para defender “nosso pré-sal”. Está bem, tudo muito lógico.

Pode ser grave, mas, dirão os realistas, o tempo passa e o que fica são os resultados. Entre estes, contudo, há alguns preocupantes. Se há lógica nos despautérios, ela é uma só: a do poder sem limites. Poder presidencial com aplausos do povo, como em toda boa situação autoritária, e poder burocrático-corporativo, sem graça alguma para o povo. Este último tem método. Estado e sindicatos, Estado e movimentos sociais estão cada vez mais fundidos nos alto-fornos do Tesouro. Os partidos estão desmoralizados. Foi no “dedaço” que Lula escolheu a candidata do PT à sucessão, como faziam os Presidentes mexicanos nos tempos do predomínio do PRI. Devastados os partidos, se Dilma ganhar
as eleições sobrará um sub-peronismo (o lulismo) contagiando os dóceis fragmentos partidários, uma burocracia sindical aninhada no Estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão. Estes são “estrelas novas”. Surgiram no firmamento, mudaram de trajetória, e nossos vorazes, mas ingênuos, capitalistas recebem deles o abraço da morte. Com uma ajudinha do BNDES, então, tudo fica perfeito: temos a aliança entre o Estado, os sindicatos, os fundos de pensão e os felizardos de grandes empresas que a eles se associam.


Ora, dirão (já que falei de estrelas), os fundos de pensão constituem a mola da economia moderna. É certo. Só que os nossos pertencem a funcionários de empresas públicas. Ora, nessas, o PT que já dominava a representação dos empregados, domina agora a dos empregadores (governo). Com isso, os fundos se tornaram instrumentos de poder político, não propriamente de um partido, mas do segmento sindical-corporativo que o domina. No Brasil, os fundos de pensão não são apenas acionistas – com a liberdade de vender e comprar em bolsas –, mas gestores: participam dos blocos de controle ou dos conselhos de empresas privadas ou “privatizadas”. Partidos fracos, sindicatos fortes, fundos de pensão convergindo com os interesses de um partido no governo e para eles atraindo sócios privados privilegiados, eis o bloco sobre o qual o sub-peronismo lulista se
sustentará no futuro, se ganhar as eleições. Comecei com para onde vamos? Termino dizendo que é mais do que tempo dar um basta ao continuísmo antes que seja tarde.


Fonte: O Estado de S. Paulo

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Ex-BBB é atração nos 11 anos da Boate Mixed Club


Priscila Pires fez a alegria dos homens em uma festa na boate Mixed Club, em São José do Rio Preto, neste sábado (31). A ex-BBB foi a atração do evento. A ex-BBB Priscila postou uma foto rodeada de homens sarados sem camisa em seu blog oficial (foto acima). É que a morena foi a atração da festa de 11 anos da boate e quis posar com os go-go boys da casa noturna. Quem quiser ver mais detalhes da festa clique http://pripires.blogspot.com .

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Sesi inaugura teatro para 400 pessoas


Entidade investe cerca de R$ 6 milhões na construção de espaço com capacidade para 400 lugares

Por Evelyne Lorenzetti

Nesta sexta-feira (6/11), às 19h, o presidente do Sesi-SP, Paulo Skaf, acompanhado do secretário de Gestão, Modernização e Desburocratização da Prefeitura de São Paulo, Rodrigo Garcia, inaugurará o Teatro Waldemar de Oliveira Verdi, em São José do Rio Preto, durante cerimônia marcada por show especial do cantor, compositor e violonista Toquinho (foto acima).

Com investimentos de R$ 6 milhões e capacidade para receber 400 pessoas – sendo oito lugares projetados para portadores de necessidades especiais –, o novo teatro é dotado de sistemas de sonorização, acústica e iluminação sofisticados, com possibilidade de diversificação de uso voltado para todas as exigências da cena teatral e musical contemporânea. O espaço vai abrigar um Núcleo de Artes Cênicas (NAC), serviço do Sesi-SP que neste ano comemora 22 anos de existência no Estado.

A equipe do NAC é composta por um orientador de artes cênicas e um operador de luz e som, que responderão diretamente pelas atividades realizadas no teatro: a programação cultural gratuita e a realização de cursos de iniciação teatral para crianças, jovens e adultos, beneficiários da indústria ou membros da comunidade em geral. Além disso, o teatro receberá programação de diferentes linguagens artísticas, trazendo para a região o trabalho de formação de plateias desenvolvido pelo Sesi-SP em várias cidades do Estado.

Estão previstos concertos musicais eruditos e shows de música popular brasileira, com artistas e grupos nacionais e internacionais, sessões de cinema abordando as diversas cinematografias, exposições de esculturas, gravuras e desenhos, além de espetáculos cênicos para público de todas as idades com importantes e reconhecidas companhias e artistas da dança, teatro adulto, teatro de bonecos e teatro infantil.

Para comemorar a inauguração, o Sesi-SP realizará programação especial com apresentações de música e artes cênicas. De 7 de novembro a 13 de dezembro, 10 espetáculos teatrais e 13 atrações musicais sobem ao palco para exibições gratuitas.

Serviço
Inauguração do Teatro do Sesi-SP em São José do Rio Preto
Local: Sesi São José do Rio Preto
Endereço: Av. Duque de Caxias, 4656, Vila Elvira
Data e horário: dia 6 de novembro (sexta-feira), às 19h – fechado para convidados
Capacidade: 388 lugares (sendo oito para portadores de necessidades especiais)
Informações: tel. (17) 3224-6611 (17) 3224-6611

sábado, 31 de outubro de 2009

R$ 7,4 milhões para a Cultura


Ruy Sampaio

O setor cultural do País aguarda com ansiedade a votação da Proposta de Emenda à Constituição número 150 (PEC 150), que institui normas para a Cultura semelhantes às existentes para a Educação. No ultimo dia 23 de setembro, duas propostas do governo para a atividade cultural no País tiveram vitórias no Congresso. A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou o projeto que institui o Plano Nacional da Cultura, cujo objetivo é criar estratégias e diretrizes para a execução de políticas públicas dedicadas ao setor. Também foi aprovada pela Comissão Especial da Câmara a Proposta de Emenda à Constituição número 150, que propõe vinculação de receitas para a área da cultura. A PEC ainda precisa ser votada em plenário, antes de ir para o Senado, e o plano vai seguir para a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.


Se aprovada, a União deverá vincular pelo menos 2% de seu orçamento para a Cultura; os estados, 1,5%; e os municípios, 1%. Atualmente, o investimento do governo federal no setor é de 0,7% do orçamento. O governo federal vai seguir só agora o exemplo de Rio Preto, que durante a minha gestão de 2001 a 2004 o orçamento da Cultura subiu para 1%. Das inúmeras conquistas obtidas naquele período, essa merece destaque especial. Assumimos a Secretaria de Cultura, em 2001, com um orçamento de R$ 400 mil. Esse valor saltou para R$ 3 milhões, em 2002.

Entre 2001 e 2004, foram mais de 2.000 atividades. Criamos o Festival Internacional de Teatro que, em suas quatro edições, reuniu um público de 500 mil pessoas. Fizemos a 1ª Bienal do Livro, com um público de 100 mil. Investimos no Carnaval de Rua e nas escolas de samba que atraíram em seus desfiles 80 mil pessoas. Instituímos o Prêmio Estímulo “Nelson Seixas”, transformado em programa de fomento. Tombamos prédios históricos. Restauramos as obras do artista plástico José Antônio da Silva. O Janeiro Brasileiro da Comédia, Aldeia FIT, as escolas municipais de arte, a Universidade Livre das Artes se tornaram possíveis. Remodelamos a Pinacoteca, reestruturamos a Biblioteca Pública “Doutor Fernando Costa”, com acervo renovado. Instalamos a Sala “Acessa São Paulo”, com internet gratuita. A Casa de Cultura foi recuperada, assim como o Teatro Municipal “Humberto Sinibaldi Neto”. Tudo isso, graças à ampliação do orçamento.

Cumprimos uma determinação da ONU – Organização das Nações Unidas que estabelece 1% como patamar mínimo recomendado para ser aplicado na Cultura, o que nos permitiu promover tantos avanços culturais em Rio Preto. Patamar que deixamos para que a gestão seguinte desse continuidade às ações culturais. O que de fato aconteceu. O FIT, o Janeiro, o “Nelson Seixas”, a Bienal fazem parte do nosso calendário cultural. No entanto, infelizmente, ao longo dos anos, temos visto que na primeira dificuldade orçamentária o corte é na Cultura. Ação que deverá ser evitada com a PEC 150.

Acreditamos que, com R$ 7,4 milhões de orçamento, a Cultura de Rio Preto poderá respirar e ampliar suas ações. Quer sejam eventos, fomentos ou atividades formativas. Uma boa sugestão é ampliar o número de premiados e os valores do programa “Nelson Seixas”. Que a PEC 150 seja abraçada e defendida por todos aqueles que enxergam na Cultura um instrumento de transformação e avanço da sociedade. Lutamos para a sua aprovação.

É jornalista e ex-secretário de Cultura de Rio Preto


* Artigo publicado no jornal Diário da Região

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A chinesa


A vida em São Paulo é a maior correria. O blog andava esquecido. Prometo atualizá-lo com frequência. Começo pelo lançamento do livro Os Chineses, da procopense Cláudia Trevisan (foto). Foi uma grande alegria revê-la aqui em São Paulo. Passamos boa parte da adolescência juntos, lá em Cornélio Procópio. Reencontrei a família da Cláudia e o casal Sérgio e Ana Lúcia Severo de Castro, pais da Tina, Ana Cláudia e Gu.


terça-feira, 28 de julho de 2009

Cláudia Trevisan lança “Os Chineses”



Nesta quinta-feira, vou à Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, rever uma amiga que não vejo há 20 anos. A procopense Cláudia Trevisan (foto acima)promove o lançamento de seu novo livro, “Os Chineses”.
Abaixo um texto do blog O Tao da China, de Cláudia Trevisan e o convite.

Ganbei!

por Cláudia Trevisan

Beber sem limites é parte do ritual dos encontros políticos e de negócios da China e já ouvi vários executivos brasileiros relatarem as dificuldades de encarar banquetes regados a inúmeros brindes de “baijiu” (pronuncia-se "baidiou"), a aguardente local. Os laços de confiança com integrantes do governo e empresários se formam nessas bebedeiras, marcadas pelos gritos de “ganbei”, a versão chinesa de “saúde”, que significa “esvazie o copo”. A bebida deve ser tomada de um só gole e o copo vazio deve ser mostrado aos demais.

O hábito é extremamente arraigado na cultura chinesa e também permeia as relações de amizade. Amigo que é amigo fica bêbado junto, até cair. No caso dos encontros políticos e de negócios, alguém que seja “fraco” para a bebida pode nomear um representante para beber em seu lugar, mas só depois de alguns “ganbeis”. Por isso, muitos executivos selecionam assistentes resistentes à bebida para acompanhá-los nos almoços e jantares de negócios.

Mas beber alguns copos é obrigatório para os homens, que são vistos com certo desprezo se recusam um ganbei, a menos que tenham uma justificativa muito convincente. Às mulheres é permitida a abstinência ou brinde com bebidas mais suaves, como a cerveja.

Apesar de generalizado, o hábito começa a despertar a preocupação do governo, pelo efeito devastador que pode ter sobre a saúde de funcionários públicos. Hoje, a agência de notícias do governo (Xinhua) publicou reportagem sobre um servidor que morreu e outro que entrou em coma depois de bebedeiras homéricas em encontros oficiais.

O diretor do Departamento de Águas da cidade de Wuhan, Jin Guoqing, morreu na semana passada de ataque cardíaco depois de vários ganbeis com um grupo que visitava a cidade. Também na semana passada, Lu Yanpeng, chefe de um distrito da província de Guangdong, entrou em coma depois de beber excessivamente em um jantar com uma autoridade do Partido Comunista.

Os banquetes chineses são elaboradíssimos, com uma sucessão de pratos e inúmeros brindes. De acordo com a Xinhua, o poder público gasta por ano o equivalente a US$ 73 bilhões em banquetes! Qualquer visita oficial ou de negócios de um estrangeiro à mais insignificante cidade chinesa é coroada por um banquete, ao qual comparecerão inúmeros pessoas sem qualquer relação com o tema que motivou o encontro. Para muitos burocratas, essa é a única chance de se esbaldar em uma orgia etílico-gastronômica.

Para os estrangeiros não acostumados a beber tanto, o hábito pode ser um problema. Há poucos dias, o executivo de uma multinacional me contou que saiu carregado depois de um jantar com autoridades de uma província chinesa. Outro me disse ter recebido telefone de um potencial cliente com um desafio: “quanto você pode beber antes de cair?”. Os dois se encontrariam em um jantar no dia seguinte.

Será que é caso para pagamento de um adicional de insalubridade etílico?

Aproveito o espaço do blog para convidar a todos para um "ganbei" no lançamento de meu novo livro, “Os Chineses”. O evento etílico-cultural será no dia 30 de julho, a partir das 18h30, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.

sábado, 18 de julho de 2009

Abis/Om no blog Cacilda


O espetáculo Abis/OM, de Rio Preto, é destaque no blog Cacilda, de Lenise Pinheiro (foto acima) e Nelson de Sá, da Folha de S. Paulo.


terça-feira, 14 de julho de 2009

Santo André x Corinthians será em Rio Preto


Partida pela 15.ª rodada do Campeonato Brasileiro acontecerá no estádio Benedito Teixeira, o 'Teixeirão'

A CBF confirmou nesta terça-feira a alteração do local da partida entre Corinthians e Santo André, no dia 29 de julho, pela 15.ª rodada do Campeonato Brasileiro. O duelo, anteriormente marcado para o Estádio Bruno José Daniel, em Santo André, será disputado em São José do Rio Preto, no estádio Benedito Teixeira, mais conhecido como "Teixeirão".

A decisão do Santo André tem motivações financeiras. O estádio de São José do Rio Preto pode receber um público de, aproximadamente, 40 mil pessoas. A capacidade é superior a do acanhado Bruno José Daniel.

Rio Preto sedia fórum internacional de design, arte e arquitetura


Rio Preto sediará, no próximo dia 18, o Boom Rio Preto Design, fórum internacional destinado a designers, arquitetos, publicitários, empresários, industriais, lojistas e acadêmicos. Realizado pela RSPromo, o evento acontece no Plaza Avenida Shopping das 9 às 13 horas. De acordo com o organizador, Beto Cocenza, essa será uma oportunidade única para que o público de Rio Preto e de toda região possa entrar em contato com renomados profissionais que são considerados referência em design contemporâneo.

A região de Rio Preto reúne diversos polos de grande representatividade no Brasil nas áreas moveleira, joalheira e têxtil, além de faculdades e universidades com cursos de moda, design, arquitetura e urbanismo. Segundo Cocenza, esses motivos foram essenciais para que a cidade fosse escolhida para receber a primeira edição interior do Boom Design.

Entre os palestrantes convidados, estão o norte-americano Todd Bracher e os brasileiros André Cruz, Ronald Kapaz, Marcelo Teixeira e Mirla Fernandes. Artista plástica de formação, Mirla estudou design de joias em Pforzheim, na Alemanha, onde começou a desenvolver suas primeiras peças. Além de atuar no setor joalheiro, ela também trabalha como ilustradora e produz, exclusivamente para a Tok&Stok, os espelhos Cut Outs - que foram inspirados em sua coleção de joias de mesmo nome.

sábado, 11 de julho de 2009

O que a baiana tem?


A foto acima está rodando o mundo. A olhadela dada pelo presidente Barack Obama, na brasileira Mayara Tavares.

Teatro Oficina Uzyna Uzona fora do FIT



Navegando pela web encontrei o protesto do Teatro Oficina (foto acima). A Cia ficou de fora do FIT 2009. Acompanhem a discussão.

ATO DE DESPREZO DO FIT RIO PRETO

O Oficina está, por enquanto, fora do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, apesar de estar com duas novas peças em cartaz no seu cinquentenário. Abaixo segue a correspondência trocada entre os diretores do teatro e do festival.

Ió!Jorge Vermelho
É muito maluco, um Fetival Internacional de Teatro, no Brasil não ter como Convidada Especialíssima, uma Companhia de nosso país, que completa agora em 2008 50 ANOS BODAS DE OURO !!!! como é o caso do TEATROFICINAUZYNAUZONA!!!!

Talvez seja o caso de nós considerarmos uma honra, a nossa ausência, já q a comissão q escolheu os espetáculos teve esta atitude de desprezo ou ignorância por um Teatro q tem dado, está dando e dará, muito à cultura brazylera.

Mas como o PÚBLICO é mais importante q nós todos e todas as comissões, escrevo para dizer q essa atitude da COMISSÃO DO FESTIVAL INTERNACIONAL DE RIO PRETO, acontece este ano, q além de comemorativo está sendo o mais fértil de nossa história cinquentenária!

Já vamos para o terceiro espetáculo produzido:

TANIKO, nô japonês, meu mais recente e talvez o mais delicioso espetáculo de toda minha carreira, que homenageia os 100 anos da IMIGRAÇÃO JAPONESA NO BRASIL q vai fazer carreira internacional: um Nô Bossa Nova Trans Zênico, interpretando as relações entre o Nô, o Candomblé e a BOSSA NOVA q também completa 50 ANOS, resultou num musical delicado, o oposto de tudo o que até agora fizemos.
O MANIFESTO ANTROPÓFAGO de OSWALD DE ANDRADE encenado no SESC Paulista dia 22 de maio, em COMEMORAÇÕES AOS 80 ANOS DO MANIFESTO ANTROPÓFAGO.
CYPRIANO E CHANTALÃ de LUIS ANTÔNIO MARTINEZ CORRÊA que estréia agora em Junho

Todos espetáculos com elenco nada imenso e duração média de 90’ cada um.

Tenho muita curiosidade de saber, porque vocês tomaram esta decisão?

Faz parte este fato da história do Teatro no Brasil. Não são coisas q passam batido.

Além disso, as COMEMORAÇÕES fazem parte milenarmente da HISTORIA HUMANA q é a FESTA em si. Ainda mais num FESTival, quanto mais de TEATRO, a falta destas FESTas, ainda mais num FESTival Internacional será um mal sinal dos desmemoriados, portanto fracos, cultivadores desta arte neste ano tão Vibrante, e pleno de transvalorizações?

Ah! esqueci de lembrar 1968!

Todo Amor Zé

OURO

Meu querido Zé Amamos o chão do Oficina e prova disso é que celebramos seus palcos muitas vezes nestes 8 anos. É somente uma questão de discussão curatorial.
Beijos Jorge Vermelho

iO! JORGE O ano passado não faríamos “Vento Forte para um Papagaio Subir” se não fosse a intervenção de Danilo Miranda. E que palavra pomposa, pretensamente politicamente correta é esta: “DECISÃO CURATORIAL” o que ela encobre? Quem os membros desta Cúria, deste Clero? Eles devem satisfações ao PÚBLICO. Ou não? Amamos esta cidade e muita força demos a este Festival inclusive abrindo o Não Lugar e o não convite no nosso cinquentenário é um ato de Desprezo pela luta do Teatro Brasileiro, além de uma determinação CURATORIAL tão feia e cafona quanto esta palavra. Não foi por amar o nosso chão, isso é hipocrisia, mas porque nossos trabalhos tem qualidade, e mesmo assim tivemos q driblar muitas vezes nestes 8 anos, estas decisões curatórias q têm horror ao novo, ao criativo. Lembra da belíssima cena da retirada das cadeiras do Teatro da Cidade, num ensaio aberto lindo, de “OS Sertões”? ESQUECEU o escândalo provinciano q você fez? Não aceito estas suas desculpas abstratas. Vamos chamar a atenção do público de Rio Preto e do Brasil Todo Amor Zé OURO

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Com aumento de pedágio, viagem para São Paulo sai por R$ 118


Valor será gasto por quem fizer ida e volta São José do Rio Preto-São Paulo.
Tarifa do pedágio em SP sofreu reajuste médio de pouco mais de 3,5%.

Do G1

A tarifa do pedágio em São Paulo sofreu reajuste médio de pouco mais de 3,5%. Com isso, quem decidir fazer uma viagem de ida e volta da capital paulista a São José do Rio Preto, a 438 km de São Paulo, vai gastar R$ 118,40 só com pedágios. Desde o dia 1, a viagem passou a ser uma das mais caras do estado, com 16 praças de pedágio percorridas.

Cada uma das praças de pedágio no caminho de São Paulo e São José do Rio Preto cobra um valor diferente. Pela Rodovia Washington Luiz, a praça mais cara fica em Rio Claro, com tarifa de R$ 16,40. A mais barata fica em Limeira, com pedágio de R$ 4,10. Esses valores são cobrados para carros de passeio. No caso de ônibus e caminhões, a cobrança é feita por eixo.

Caso o motorista resolva não pagar a tarifa de São José do Rio Preto até a capital, ele aumenta os gastos com combustível e a viagem fica mais longa, são 70 km a mais. A maior parte do percurso é feita em pista simples e sem acostamento.

Em todo o estado, 12 concessionárias administram 5.200 km de rodovias. A cobrança é feita em 95 praças de pedágio. O dinheiro arrecadado é aplicado em ampliação e melhoria das rodovias e do atendimento ao usuário, como serviços de socorro médico e mecânico.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Fim do diploma para Jornalista, STF atende ao pedido das grandes empresas


Hamilton Octavio de Souza*

O Supremo Tribunal Federal decidiu retirar da regulamentação da profissão de JORNALISTA a exigência de diploma específico de curso superior de JORNALISMO. Essa exigência existe desde a regulamentação de 1969. Passou a vigorar em 1971. Nunca foi limitação para a liberdade de expressão e nunca impediu ninguém de colaborar e participar das atividades jornalísticas e dos meios de comunicação. Os jornais e as revistas estão cheios de articulistas não-jornalistas. É só ver os colaboradores da página 2 da Folha de S. Paulo: Antonio Ermírio de Moraes, Delfim Netto, Emílio Odebrecht, Marina Silva, Cesar Maia etc...

A exigência tem servido para definir o perfil da categoria profissional, quem vive do trabalho jornalístico, quem tem no jornalismo a sua atividade principal, quem tem vínculo empregatício como jornalistas. Para essa categoria, a exigência do diploma foi uma conquista importante - na medida em que estabeleceu área específica de estudo, reflexão e pesquisa, aperfeiçoamento técnico e comprometimento ético e político. Contribuiu para elevar o nível intelectual e cultural da categoria - de maneira geral, apesar dos cursos ruins e picaretas (como em todas as áreas do ensino superior público e privado).

Há anos que as empresas jornalísticas fazem campanha contra a exigência do diploma, basicamente pelos seguintes motivos:

1) Ficam liberadas para contratar quem bem entenderem no grande exército de reserva (desemprego de mais de 30% entre os jovens de 18 e 25 anos);

2) Aumentam a pressão para rebaixar ainda mais os salários, sem o menor respeito aos pisos salariais conquistados pela categoria profissional;

3) Podem ampliar o esquema de super-exploração dos trabalhadores do jornalismo (sem vínculo, PJ, frila fixo, produção para vários veículos, não pagamento de direitos autorais etc), enfim, podem fazer no setor da comunicação o que fazem com a terceirização da mão de obra nos call center da vida;

4) Podem aumentar o controle ideológico de seus trabalhadores jornalistas sem conflitos éticos e compromissos sociais (os jornalistas, queiram ou não, têm uma noção mais próxima do jornalismo como serviço de interesse público - do que interesse privado dos grupos econômicos).

Portanto, a derrubada do diploma é antes de mais nada uma vitória do capital.

O que fazer?

O jornalismo brasileiro tem mais de 200 anos de história. A categoria profissional se reconhece como tal há mais de 80 anos. O sindicato dos jornalistas de São Paulo foi fundado em 1937. Antes da exigência do diploma, a categoria já havia conquistado a jornada de trabalho (5 horas + 2 horas extras = 7 horas), o piso salarial (que já foi de seis salários mínimos) e outros benefícios profissionais. Isso foi feito com luta. A defesa das conquistas da categoria depende exclusivamente da mobilização, organização e combatividade da própria categoria. Nada mais do que isso.

A exigência do diploma durou 40 anos. Contribuiu para consolidar o profissionalismo da categoria, mas também foi um grande estímulo ao aparecimento dos cursos de picaretagem - as verdadeiras arapucas do ensino superior - que se aproveitaram dessa "reserva de mercado de trabalho" para ganhar dinheiro (lucro) e inundar a profissão de pessoas despreparadas e não comprometidas com o papel transformador do jornalismo.

A não exigência do diploma coloca um novo desafio para os cursos de Jornalismo: conquistar o seu próprio espaço na sociedade e a sua própria inserção no mercado de trabalho profissional. As boas escolas, os bons cursos continuarão como referência do JORNALISMO e continuarão formando bons jornalistas para a sociedade brasileira.

Ainda é preciso ver qual será a exigência para o registro da profissão, se haverá ou não registro profissional. Mas, de qualquer maneira, mais do que nunca, agora, os cursos de jornalismo precisam deixar claro a que vieram, quais são as suas virtudes na formação de jornalistas, quais são as suas visões de mundo e do jornalismo que a sociedade brasileira realmente necessita. O debate está aberto. Não dá para fugir dele...

*É jornalista e professor da PUC-SP

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Vaiada Cultura

O blog Rio Preto te Despreza faz o resumo da ópera, ou melhor, do rock.
Em frente ao Teatro Municipal, também teve bafão ontem à tarde. Um grupo de pessoas, que foi ao show do Sá, Rodrix e Guarabyra, não conseguiu entrar e protestou, até o término do show, com vaias e muita reclamação.