segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Grupo Baader-Meinhof vira filme




A Facção Exército Vermelho (em alemão, Rote Armee Fraktion ou RAF), também conhecida como Baader-Meinhof, foi uma organização de guerrilheira urbana alemã de extrema-esquerda, fundada em 1970, na antiga Alemanha Ocidental, e dissolvida em 1998. Recebeu o nome Baader-Meinhof, depois que Andreas Baader escapou da polícia graças à ajuda de uma jornalista de esquerda, Ulrike Meinhof.

As raízes da Facção Exército Vermelho podem ser encontradas no movimento estudantil alemão dos anos 1960.

Inicialmente centrados na crítica à instituição universitária, os estudantes alemães da época viraram as suas atenções para eventos internacionais, como a Guerra do Vietnã, a pobreza no Terceiro Mundo e a questão da energia nuclear. Os estudantes criticavam igualmente aquilo que lhes parecia ser a relutância da sociedade alemã em confrontar-se com o seu passado nazi. Para alguns, o Estado que vigorava na República Federal da Alemanha era uma continuação do Estado nazista.

A 2 de Junho de 1967 o xá do Irã realizou uma visita oficial à cidade de Berlim. O movimento estudantil aproveitou a ocasião para efetuar uma manifestação de protesto contra as violações de direitos humanos que aconteciam no Irã, denunciando a aparente indiferença que o xá e a sua esposa demonstravam perante as classes mais desfavorecidas de seu país. Na noite de 2 de Junho, os manifestantes concentraram-se junto à Ópera de Berlim, onde o xá deveria comparecer a um espetáculo.

A manifestação revelou-se um fracasso, já que o xá não se apercebeu da presença das multidões. Diante da presença de manifestantes contra e a favor do xá, a manifestação rapidamente desembocou no caos, e um jovem estudante, Benno Ohnesorg, seria morto, depois de ser baleado por um policial.

Entre os manifestantes encontrava-se Gudrun Ensslin, uma estudante de doutoramento da Universidade Livre de Berlim que, indignada com a morte de Ohnesorg, declarou que a única forma de responder à violência seria com violência. No Verão do mesmo ano, Gudrun Ensslin conhece Andreas Baader, que se tornaria o seu namorado. Juntos estariam na origem da Facção Exército Vermelho.

Em Março de 1968, Gudrun Ensslin e Andreas Baader decidem passar à luta armada. Ajudados por Horst Söhnlein e Thorwald Proll, viajam até Frankfurt, onde decidem colocar bombas em dois estabelecimentos comerciais. Ninguém saiu ferido nos incêndios que se seguiram, mas os prejuízos materiais foram estimados nos dois milhões de marcos. Num telefonema à Agência de Notícias da Alemanha, Gudrun afirmou tratar-se de um ato de vingança política.

Detidos a 4 de Abril de 1968, os quatro foram julgados e condenados cada um a três anos de prisão em Outubro do mesmo ano. Em Junho de 1969 os quatro incendiários foram libertados da prisão devido à apresentação de um recurso judicial. Quando o Tribunal Federal ordenou o regresso dos condenados à prisão, estes decidiram escapar. Söhnlein decide acatar a ordem, mas os outros três fogem para Paris, com a ajuda da irmã de Thorwald Proll, Astrid, refugiando-se no apartamento de Régis Debray.

De regresso à Alemanha Ocidental, Baader e Ensslin procuraram recrutar militantes para as suas ideias; entre eles estavam Horst Mahler, um advogado que tinha defendido Baader durante o julgamento relativo aos crimes de Frankfurt e Ulrike Meinhof, jornalista de esquerda. Ao mesmo tempo procuraram adquirir armas que serviriam para assaltar bancos. Numa tentativa de conseguir armas num cemitério perto do Muro de Berlim, seguindo uma informação falsa dada por um trabalhador de uma fábrica (na realidade um agente da polícia), Baader é detido.

Gudrun Ensslin procurou então convencer Ulrike Meinho a participar num plano cujo objetivo era libertar Andreas Baader da prisão. No dia 14 de Maio de 1970 Ulrike Meinhof encontrou-se com Baader no Instituto para as Questões Sociais, com a alegada justificativa de estar a escrever um livro sobre a juventude alemã. Enquanto a jornalista conversava com Baader na biblioteca da instituição, vigiada por um guarda, duas cúmplices ajudaram Gudrun Ensslin (armada e com uma máscara) e um simpatizante a entrar no edifício. Estes rapidamente libertaram Baader, tendo, no processo, disparado sobre o guarda e um funcionário da instituição.

No dia seguinte surgiram pelo país cartazes com a fotografia de Baader e Meinhof nos quais se solicitavam informações sobre o paradeiro de ambos. A imprensa conservadora referiu-se ao grupo de fugitivos como o "Grupo Baader-Meinhof" e esta passaria a ser a designação popular pela qual o grupo seria conhecido.

Em finais de Maio os fugitivos publicaram no jornal anarquista 833 um comunicado que anunciava a criação da Rote Armee Fraktion. Julga-se que o comunicado tenha sido escrito por Ulrike Meinhof.

Antes de proceder às suas acções armadas, os membros da Facção Exército Vermelho realizaram um treinamento na Jordânia, sob orientação da Frente Popular para a Libertação da Palestina. De regresso à Alemanha, em Agosto de 1970, os militantes planejaram assaltos a quatro bancos para arrecadar dinheiro e armas, atos executados em Setembro do mesmo ano. Também foram realizados ataques contra edifícios militares dos Estados Unidos, postos policiais e edifícios do império jornalístico de Axel Springer, além da tentativa de assassinato de um juiz. Novos recrutas uniram-se à organização: Jan-Carl Raspe, Marianne Herzog e Ali Jansen.

Em manifesto escrito por Meinhof, aparece pela primeira vez o nome RAF, com a estrela vermelha e a metralhadora Heckler&Koch MP5. Depois de uma intensa investigação, Andreas Baader, Gudrun Ensslin, Ulrike Meinhof, Holger Meins e Jan-Carl Raspe são novamente detidos, em junho de 1972, permanecendo encarcerados na prisão de segurança máxima de Stuttgart - Stammheim - construída expressamente para abrigá-los em celas isoladas, sem contato entre eles, enquanto as visitas familiares só eram permitidas a cada duas semanas. Ainda assim, Ensslin concebeu um "circuito de informação", definindo um apelido para cada um dos membros do grupo. Assim, mediante cartas que faziam circular através de seus advogados, conseguiram permanecer em contato.

Para protestar contra as condições em que se encontravam, iniciaram várias greves de fome coordenadas; finalmente receberam alimentação forçada. Meins, no entanto, morreu em 9 de novembro de 1974, pesando apenas 60 kg. Depois de vários protestos públicos, as condições do grupo foram melhoradas pelas autoridades.

Em 21 de maio de 1975, começou o julgamento de Baader, Ensslin, Meinhof e Raspe, conhecido como o "Julgamento de Stammheim".

Em 9 de maio de 1976, quando se festejava o dia das mães na Alemanha, Ulrike Meinhof foi encontrada morta em sua cela, enforcada com uma toalha. A investigação concluiu que se tratara de suicídio, conclusão bastante contestada.

Finalmente, em 28 de abril de 1977, os três acusados sobreviventes foram declarados culpados de vários assassinatos, tentativas de assassinato e de formação de organização terrorista. Foram sentenciados a prisão perpétua.

Em 13 de outubro o vôo LH181 da Lufthansa, que ia de Palma de Maiorca para Frankfurt, foi sequestrado por um grupo árabe. O vôo foi desviado, seguindo para Dubai, (Emiratos Árabes Unidos) via Larnaca, (Chipre), e de lá para Oman, onde o comandante Jürgen Schumann foi morto, em 16 de outubro. De lá, o avião decolou novamente, conduzido pelo co-piloto Jürgen Vietor, com destino a Mogadíscio, Somália.

Os nomes de Baader, Ensslin e Raspe constavam da lista de 13 presos cuja libertação era exigida pelos seqüestradores que, todavia, acabaram mortos por um comando de soldados alemães, especializado na luta antiterrorista, que invadiu o aparelho no aeroporto de Mogadíscio e libertou todos os passageiros.

Em 18 de outubro de 1977, Baader e Rasper foram encontrados mortos, com ferimentos a bala. O Ministério da Justiça de Baden-Württemberg, onde fica o presídio, informou que ambos se haviam suicidado com tiros de pistola e que Ensslin se enforcara na cela. Acrescentou que a outra presa, Irmgard Moeller, de 30 anos, também tentara o suicídio, cortando as veias do pulso e do pescoço, sendo hospitalizada em estado grave. O porta-voz do Ministério não informou contudo, como o grupo havia conseguido as pistolas, de uso exclusivo das Forças Armadas da Alemanha.

Irmgard Möller, embora ferida, sobreviveu. Foi liberada da prisão em 1994.

A morte lenta de Andreas Baader





Jean-Paul Sartre - 1974


No início, nós apertamos as mãos. Sentou-se diante de mim e, depois de três minutos, a primeira coisa que ele disse, um pouco como se fosse uma saudação, foi: "Eu pensei que estava lidando com um amigo, mas eles me mandaram um juiz ..."

Obviamente, isso foi por causa da declaração que eu tinha feito na TV alemã na noite anterior.

Eu acho que ele também espera que eu tivesse vindo para defendê-lo e seus companheiros com base nas ações que tinham tomado. Ele viu que eu não estava de acordo com eles. Eu vim como um homem de esquerda que se simpatiza com qualquer pessoa de esquerda em perigo, Esta é uma atitude que eu acho que deve ser generalizada.

Eu vim para que ele pudesse me dar o seu ponto de vista sobre a luta e a forma que a que tinha conduzido.

E eu não tinha chegado a dizer que eu estava de acordo com ele, mas simplesmente para saber quais de suas opiniões e se elas poderiam ser retomadas em outro lugar. Para falar sobre a sua situação na prisão como um prisioneiro .

Em seguida, falou de sua vida na prisão. Perguntei-lhe por que ele estava em greve de fome. Ele respondeu que ele estava fazendo isso para protestar contra as condições do seu encarceramento.

Como sabemos agora, há um certo número de celas na prisão, também existem em outras prisões alemão. Eles estão separados das outras celas, que são pintadas de branco. A luz elétrica fica acesa até às 23 horas, e às vezes ficam acesas 24 horas.

E há algo que está faltando: o som. O objetivo é enfraquecê-los e torná-los perfeitamente inaudível dentro da própria cela.

Sabemos que o som é indispensável para um corpo humano e consciência. Deve haver uma atmosfera que rodeia uma pessoa.

Há ausência de som, que chamamos de silêncio. O som de um bonde que passava, a de um transeunte na rua, sirenes de alerta estão ligados à conduta humana, eles marcam presença humana.

Esta falta de comunicação com os outros através do som cria profundos problemas - problemas circulatórios no corpo, e problemas de consciência. Estes últimos destroem o pensamento, tornando cada vez mais difícil. Pouco a pouco, provoca desmaios, então o delírio, e, obviamente loucura.

Assim, mesmo se não houver nenhum “torturador”, a situação é de tortura. Isto provoca a tortura do preso, que o leva a estupefação ou à morte.

Baader (foto), que é uma vítima dessa tortura, fala muito apropriadamente, mas de vez em quando ele pára, perde a linha de pensamento. Ele pega a cabeça entre as mãos no meio de uma frase e em seguida, inicia-se novamente dois minutos depois.

Seu corpo está fino por causa da sua greve de fome, ele é alimentado à força pelos médicos da prisão, mas está muito magro, perdeu 15 quilos. Ele flutua na sua roupa, que se tornaram demasiado grandes. Já não existe qualquer relação entre o Baader e o homem de boa saúde que conheci.

Estes procedimentos, reservado para presos políticos, na solitária - pelo menos, os do grupo Baader-Meinhof - são procedimentos contrários aos direitos do Homem.

De acordo com os Direitos do Homem, um preso deve ser tratado como um homem. Ele está preso, mas ele não deve ser objeto de qualquer tortura, ou qualquer coisa que tenha por objetivo levar a morte ou a degradação da pessoa humana. Este sistema é precisamente contra a pessoa humana e destrói.

Baader ainda está resistindo muito bem. Ele está enfraquecido, certamente doente, mas ele permanece consciente. Outros estão em coma.

Há medo para a vida dos cinco detentos dentro das próximas semanas, meses, ou talvez mesmo dias. É urgente que um movimento seja configurado para exigir que os presos sejam tratados de acordo com os Direitos do Homem, para que não sofram nenhum tratamento específico, que poderia impedi-los de responder corretamente todas as perguntas que serão colocadas para eles no dia de seu julgamento ou mesmo, como já aconteceu uma vez, para matá-los.

Já existe uma defesa empenhada para os prisioneiros alemães na França. Esta comissão trabalha em conjunto com a Holanda e Inglaterra. Mas é importante que uma comissão deste tipo seja criada na Alemanha, formada por intelectuais, médicos e pessoas de todos os tipos, detidos por crimes comuns e presos políticos sejam tratados da mesma maneira.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Mário Bortolotto foi vítima de um tiro parado no ar

Baleado dentro do Espaço Parlapatões, na praça Roosevelt, no último sábado, dramaturgo passou de testemunha de seu tempo a vítima da realidade factual

MAURÍCIO PARONI DE CASTRO
ESPECIAL PARA A FOLHA

O diretor Fernando Peixoto descreve a estrutura de "Um Grito Parado no Ar", de Gianfrancesco Guarnieri, no teatro Aliança Francesa, em 1973: "Um diretor e cinco atores procuram realizar um trabalho, enfrentando toda sorte de pressões externas; [...] noutro plano estão os poucos momentos em que o diretor e atores conseguem vencer; o espectador assiste ao processo de criação do ator. A mística do teatro é desnudada. [...] No terceiro plano estão as entrevistas com o povo, todas autênticas, gravadas nas ruas de São Paulo. Na peça dentro da peça seriam entrevistas realizadas para servirem de material de estudo para a criação de suas personagens".

Trinta e oito (38!) anos depois, na mesma cidade onde a população (rica e pobre) passou a ter a mesma vida dos ratos, dentro de carros com insulfilm, de escritórios, nas fábricas, escrava de apartamentos cuidados por uma imensa população de escravos chamados de empregados, há uma praça onde passa a vigorar uma estranha proibição de ir e vir.

São os próprios moradores -que substituíram os travestis e prostitutas de um tempo- a chamar as autoridades, obrigadas a cumprir a lei -não importa se a lei vale ali e para os 99% dos lugares periféricos onde há tiroteios e chacinas.

Um dramaturgo que tem um blog chamado "Atire no Dramaturgo", dentro de um dos teatros da praça, reage a um assalto promovido por ladrões drogados e certos da impunidade. É baleado, espera-se não mortalmente.

Não é Camus, não é Kafka, não é Buñuel, não é mais Guarnieri. O próprio dramaturgo não pode contar a condição absurda dessas circunstâncias. Porque de testemunha de seu tempo virou vítima da realidade factual. Esse é o drama: nenhum de nós consegue contar a tragédia, porque não há público que possa entender tal lógica. Quem é o promotor dela?Quem financia aquela bala?

Escola

Na praça emblemática do drama com uma bala parada no ar, vai se instalar uma escola de teatro onde se ensinará o grito. Não é uma escola qualquer; é dirigida aos que não podem estudar, aos únicos que entendem a lógica de contar histórias nas quais vivem. Gente que está fadada a viver como aquele assaltante que "atirou no dramaturgo". Mas se revolta, indignada, a classe imbecil que ideologiza a nossa cidade, os "libertários" que inventam e habitam apartamentos de muitos cômodos, banheiros e três garagens em 60 m2. Aquela gentalha aparentemente decente tão bem criticada nos filmes e escritos do cineasta Pasolini. Exigem mais escolas perto deles. Escolas inacessíveis a quem precisa de uma linguagem para poder se contar.

Italiano brasileiríssimo, o autor de "Um Grito Parado no Ar", Gianfrancesco Guarnieri, declarou que "ter de modificar a própria maneira de falar pode ser bom, no sentido em que a modificação traz a conquista de novos instrumentos".

Gianfrancesco vinha de um país que, acabado o fascismo, resolveu o problema de forma direta: escolas boas para todos, indiscriminadamente. Em duas gerações, acabou a violência. Mas aqui fingimos pensar o grande, o social e o econômico. E se continua como antes, na deseducação e no falso sonho de liberdade.

Esse tiro parado no ar de que o nosso Bortolotto infelizmente é protagonista precisa ser extraído de nossas cidades. Se tivermos, como classe, assumido a responsabilidade de artistas, indo além dos interesses ideológicos, vamos dar condições "gramáticas" de resposta a quem não tem. Isso quer dizer fazer estudar quem realmente pode puxar um gatilho.

Resposta

Se quisermos dar uma resposta civilizada e de classe a esse absurdo, esta só poderá ser histórica e de longo prazo; formar mais artistas e dramaturgos -os próprios protagonistas daquela triste madrugada, os que ensinarão, os que estudarão na praça- para contar o que não se consegue contar agora.

Não se trata do lugar-comum "a vida imita a arte", porque isso é material de literatura, de teatro, de música e de arte.Há meses venho dizendo que ali se trava uma batalha social, política e humana. Há vozes de heroísmo e de demagogia. Quem banca tal espetáculo, tal escola, e por aí vai, como fofocas numa luta de miseráveis. Isso tem de mudar. Somente reflexão, inteligência e disciplina poderão salvar tudo. E quando escrevo "tudo" escrevo "centro". Neste momento somos símbolo e centro de um drama que pode modificar o seu final.

A nós agora cabe decifrar como contar e com qual gramática podemos lutar para que as coisas melhorem. E isso é possível. Por enquanto, envio força vital ao Bortolotto.

MAURÍCIO PARONI DE CASTRO é diretor de teatro

Fonte: Folha de S. Paulo

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Rio-pretense terá livro publicado pelo Ministério da Educação


Um dos mais disputados prêmios de literatura do país, porque promove a impressão de 300 mil exemplares dos livros vencedores, que são distribuídos para todas as bibliotecas públicas do país, foi anunciado neste dia 19/11, às 10h20, em Brasília, e um dos vencedores é o jornalista e publicitário rio-pretense Alaor Ignácio dos Santos Júnior (foto).
Participaram da disputa do 3º Prêmio Literatura para Todos, promovida pelo Ministério da Educação, 329 obras de todo o Brasil e dos cinco países africanos de língua portuguesa. Com o livro “Cascatinha e Inhana: a história e os trinados dos sabiás do sertão”, na categoria perfil biográfico, o autor rio-pretense conta a história da dupla de artistas populares que viveu no interior paulista, e que fez sucesso em todo o país nas décadas de 1950 e 1960.
A entrega do prêmio será no próximo dia 4 de dezembro, em Belém, durante a VI Conferência Internacional de Jovens e Adultos (Confintea).

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Por que Dilma será a nova presidente


Carlos Pio

Daqui a exatos 12 meses os brasileiros vão escolher o seu novo presidente. Poucos analistas parecem ter dúvidas de que teremos segundo turno e de que este será disputado pela candidata do presidente Lula, a ministra Dilma Rousseff, e por um dos candidatos do principal partido da oposição, provavelmente o governador José Serra. Mas quase ninguém arrisca um prognóstico sobre o pleito, cautela essa provocada pelo que parece ser uma disputa apertada entre dois candidatos "sem graça", tecnocratas de cabeça e coração. Eu vou arriscar: Dilma ganha de Serra (ou Aécio Neves) no segundo turno, com folgada margem. Vou explicar por quê.

Para começo de conversa, é fundamental enfatizar como o processo de seleção dos candidatos presidenciais afeta o desenlace da campanha. No nosso caso, demonstra o quanto a democracia brasileira ainda é dominada por indivíduos que estão no topo das organizações partidárias (e não por regras institucionalizadas). Em si mesmo, esse fato limita um verdadeiro debate de ideias sobre os problemas nacionais e sobre as diferentes alternativas existentes para resolvê-los. Dilma foi escolhida por uma única pessoa - o presidente Lula -, possivelmente após ouvir a opinião de alguns de seus conselheiros mais próximos. Serra será (ou não!) candidato a partir de uma decisão individual sua, à qual os dois partidos que o apoiam (PSDB e DEM) acederão sem maiores questionamentos. Se ele preferir não se candidatar a presidente, como em 2006, Aécio assumirá o posto também por decisão individual - mesmo que sob forte pressão dos aliados. Nesse processo terão sido ouvidas, talvez, quatro ou cinco outras pessoas. Ciro Gomes e Marina Silva se autodeclararam candidatos e suas legendas aceitaram - esta última tendo, por sinal, saído do PT com esse propósito.

Em suma, em todos os "partidos" a escolha do candidato a presidente se dará de forma não institucionalizada e, por conseguinte, sem debate público sobre as diferenças entre os eventuais postulantes no que diz respeito aos diagnósticos de nossos principais problemas e ao conteúdo das soluções que virão a propor. O eleitor também não saberá de antemão a diferença entre os candidatos no que concerne à governabilidade - isto é, como o eleito articulará sua base de apoio congressual e seu Ministério para viabilizar as ações do governo. Assim, a decisão do eleitor será tomada sob forte névoa de incerteza.

Sem debate público interno aos partidos, sem processo institucionalizado de escolha dos seus respectivos candidatos e sem um mínimo de clareza sobre a montagem futura das alianças políticas necessárias para governar, as eleições tendem a assumir um caráter ainda mais plebiscitário do que normalmente ocorre em regimes presidencialistas. Plebiscitário aqui assume o sentido de julgamento dos méritos do atual governo, desconsiderando a oposição. Destituí-lo, pela rejeição à candidata do presidente, representa incorrer em grau ainda mais acentuado de incerteza e insegurança para todo eleitor que tem algo de substancial a perder com a vitória da oposição - uma Bolsa-Família, uma tarifa de importação elevada, um subsídio tributário, uma vaga em universidade federal ou bolsa do governo federal, um emprego em empresa estatal ou de capital misto.

Um plebiscito sobre a renovação do mandato do grupo político do presidente será decidido em função do apoio do eleitor mediano (aquele que separa a distribuição dos votos de todo o eleitorado entre 50% + 1 e 50% - 1) à seguinte questão: "Você concorda que as coisas estão claramente melhores hoje do que no passado recente?" Esse foi o sentimento que marcou claramente as eleições de 1994, 1998 e 2006, todas vencidas pelos governos da ocasião. E parece-me razoável supor que tal sentimento é característico de períodos em que 1) a inflação está sob controle, 2) o governo tem capacidade de manejar os instrumentos de política necessários para dar um mínimo de segurança e estabilidade diante de um contexto externo instável e ameaçador, 3) há perspectiva de crescimento econômico e de queda do desemprego, 4) o gasto público e as políticas sociais focalizadas nos mais pobres estão em expansão. É isso o que vivemos hoje, não?

Pois bem, em tal conjuntura tão favorável ao governo o melhor que a oposição oferece é dar seguimento às políticas correntes e prometer mais eficiência administrativa e menos corrupção! É pouco, muito pouco! A oposição precisa ter propostas novas e capacidade para convencer o eleitorado de que elas são necessárias, viáveis e urgentes. Mas como fazer isso sem debate intrapartidário aberto e institucionalizado, assentado na diferença de diagnósticos e soluções? E como "testar", antes do pleito, o potencial eleitoral das ideias e os riscos embutidos nas novidades sem realizar prévias?

Afinal, alguém aí sabe o que Serra e Aécio pensam sobre os problemas nacionais? Alguém acha que algum deles ousaria propor mudança de rumos em relação ao que Lula vem fazendo? O que eles farão em relação a Bolsa-Família, câmbio com viés de apreciação, Mercosul paralisado, protecionismo comercial excessivo, política industrial e tecnológica concentradora de renda, educação de mal a pior, malha de transportes precária, regulação arcaica do setor de energia, infraestrutura em frangalhos e política externa terceiro-mundista? Algum deles propõe privatizar o que ainda está nas mãos do governo federal? Algum deles propõe que o Mercosul feche um acordo de livre-comércio com os Estados Unidos ou a China, como fizeram México e Chile?

Sem que as diferenças sejam explicitadas o eleitor mediano não aceitará correr o risco de votar na oposição.

E o tempo para esse debate já terminou!

Carlos Pio, professor de Economia Política Internacional da Universidade de Brasília (licenciado), é pesquisador visitante da Universidade de Oxford, Inglaterra. E-mail: crpio@unb.br

Fonte: O Estado de S. Paulo

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

FHC pega pesado com o governo Lula


Para onde vamos?

Fernando Henrique Cardoso

A enxurrada de decisões governamentais esdrúxulas, frases presidenciais aparentemente sem sentido e muita propaganda talvez levem as pessoas de bom senso a se perguntarem: afinal, para onde vamos? Coloco o advérbio “talvez” porque alguns estão de tal modo inebriados com “o maior espetáculo da terra”, de riqueza fácil que beneficia a poucos, que tenho dúvidas. Parece mais confortável fazer de conta que tudo vai bem e esquecer as transgressões cotidianas, o discricionarismo das decisões, o atropelo, se não da lei, dos bons costumes. Tornou-se habitual dizer que o governo Lula deu continuidade ao que de bom foi feito pelo governo anterior e ainda por cima melhorou muita coisa. Então, por que e para que questionar os pequenos desvios de conduta ou pequenos
arranhões na lei?

Só que cada pequena transgressão, cada desvio vai se acumulando até desfigurar o original. Como dizia o famoso príncipe tresloucado, nesta loucura há método. Método que provavelmente não advenha do nosso Príncipe, apenas vítima, quem sabe, de apoteose verbal. Mas tudo o que o cerca possui um DNA que, mesmo sem conspiração alguma, pode levar o País, devagarzinho, quase sem que se perceba, a moldar-se a um estilo de política e a uma forma de relacionamento entre Estado, economia e sociedade, que pouco tem a ver com nossos ideais democráticos.

É possível escolher ao acaso os exemplos de “pequenos assassinatos”. Por que fazer o Congresso engolir, sem tempo para respirar, uma mudança na legislação do petróleo mal explicada, mal ajambrada? Mudança que nem sequer pode ser apresentada como uma bandeira “nacionalista”, pois se o sistema atual, de concessões, fosse “entreguista” deveria ter sido banido, e não foi. Apenas se juntou a ele o sistema de partilha, sujeito a três ou quatro instâncias político-burocráticas para dificultar a vida dos empresários e cevar os facilitadores de negócios na máquina pública. Por que anunciar quem venceu a concorrência para a compra de aviões militares se o processo de seleção não terminou?
Por que tanto ruído e tanta ingerência governamental em uma companhia (a Vale) que, se não é totalmente privada, possui capital misto regido pelo estatuto das empresas privadas? Por que antecipar a campanha eleitoral e, sem qualquer pudor, passear pelo Brasil às custas do Tesouro (tirando dinheiro do seu, do meu, do nosso bolso...) exibindo uma candidata claudicante? Por que, na política externa, esquecer-se de que no Irã há forças democráticas, muçulmanas inclusive, que lutam contra Ahmadinejad e fazer mesuras a quem não se preocupa com a paz ou os direitos humanos?

Pouco a pouco, por trás do que podem parecer gestos isolados e nem tão graves assim, o DNA do “autoritarismo popular” vai minando o espírito da democracia constitucional. Essa supõe regras, informação, participação, representação e deliberação consciente. Na contramão disso tudo, vamos regressando a formas políticas do tempo do autoritarismo militar, quando os “projetos de impacto” (alguns dos quais viraram “esqueletos”, quer dizer, obras que deixaram penduradas no Tesouro dívidas impagáveis) animavam as empreiteiras e inflavam os corações dos ilusos: “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Em pauta temos a Transnordestina, o Trem Bala, a Norte-Sul, a Transposição do São Francisco e as centenas de pequenas obras do PAC que, boas algumas, outras nem tanto, jorram aos borbotões no orçamento e minguam pela falta de competência operacional ou por desvios
barrados pelo TCU. Não importa: no alarido da publicidade, é como se o povo já fruísse os benefícios: “minha casa, minha vida”; biodiesel de mamona, redenção da agricultura familiar; etanol para o mundo e, na voragem de novos slogans, pré-sal para todos.

Diferentemente do que ocorria com o autoritarismo militar, o atual não põe ninguém na cadeia. Mas da própria boca presidencial saem impropérios para matar moralmente empresários, políticos, jornalistas ou quem quer que seja que ouse discordar do estilo “Brasil-potência”. Até mesmo a apologia da bomba atômica como instrumento para que cheguemos ao Conselho de Segurança da ONU – contra a letra expressa da Constituição – vez por outra é defendida por altos funcionários, sem que se pergunte à cidadania qual o melhor rumo para o Brasil. Até porque o Presidente já declarou que, em matéria de objetivos estratégicos (como a compra dos caças), ele resolve sozinho. Pena que tivesse
se esquecido de acrescentar “l’État c’est moi”. Mas não se esqueceu de dar as razões que o levaram a tal decisão estratégica: viu que havia piratas na Somália e, portanto, precisamos de aviões de caça para defender “nosso pré-sal”. Está bem, tudo muito lógico.

Pode ser grave, mas, dirão os realistas, o tempo passa e o que fica são os resultados. Entre estes, contudo, há alguns preocupantes. Se há lógica nos despautérios, ela é uma só: a do poder sem limites. Poder presidencial com aplausos do povo, como em toda boa situação autoritária, e poder burocrático-corporativo, sem graça alguma para o povo. Este último tem método. Estado e sindicatos, Estado e movimentos sociais estão cada vez mais fundidos nos alto-fornos do Tesouro. Os partidos estão desmoralizados. Foi no “dedaço” que Lula escolheu a candidata do PT à sucessão, como faziam os Presidentes mexicanos nos tempos do predomínio do PRI. Devastados os partidos, se Dilma ganhar
as eleições sobrará um sub-peronismo (o lulismo) contagiando os dóceis fragmentos partidários, uma burocracia sindical aninhada no Estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão. Estes são “estrelas novas”. Surgiram no firmamento, mudaram de trajetória, e nossos vorazes, mas ingênuos, capitalistas recebem deles o abraço da morte. Com uma ajudinha do BNDES, então, tudo fica perfeito: temos a aliança entre o Estado, os sindicatos, os fundos de pensão e os felizardos de grandes empresas que a eles se associam.


Ora, dirão (já que falei de estrelas), os fundos de pensão constituem a mola da economia moderna. É certo. Só que os nossos pertencem a funcionários de empresas públicas. Ora, nessas, o PT que já dominava a representação dos empregados, domina agora a dos empregadores (governo). Com isso, os fundos se tornaram instrumentos de poder político, não propriamente de um partido, mas do segmento sindical-corporativo que o domina. No Brasil, os fundos de pensão não são apenas acionistas – com a liberdade de vender e comprar em bolsas –, mas gestores: participam dos blocos de controle ou dos conselhos de empresas privadas ou “privatizadas”. Partidos fracos, sindicatos fortes, fundos de pensão convergindo com os interesses de um partido no governo e para eles atraindo sócios privados privilegiados, eis o bloco sobre o qual o sub-peronismo lulista se
sustentará no futuro, se ganhar as eleições. Comecei com para onde vamos? Termino dizendo que é mais do que tempo dar um basta ao continuísmo antes que seja tarde.


Fonte: O Estado de S. Paulo

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Ex-BBB é atração nos 11 anos da Boate Mixed Club


Priscila Pires fez a alegria dos homens em uma festa na boate Mixed Club, em São José do Rio Preto, neste sábado (31). A ex-BBB foi a atração do evento. A ex-BBB Priscila postou uma foto rodeada de homens sarados sem camisa em seu blog oficial (foto acima). É que a morena foi a atração da festa de 11 anos da boate e quis posar com os go-go boys da casa noturna. Quem quiser ver mais detalhes da festa clique http://pripires.blogspot.com .

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Sesi inaugura teatro para 400 pessoas


Entidade investe cerca de R$ 6 milhões na construção de espaço com capacidade para 400 lugares

Por Evelyne Lorenzetti

Nesta sexta-feira (6/11), às 19h, o presidente do Sesi-SP, Paulo Skaf, acompanhado do secretário de Gestão, Modernização e Desburocratização da Prefeitura de São Paulo, Rodrigo Garcia, inaugurará o Teatro Waldemar de Oliveira Verdi, em São José do Rio Preto, durante cerimônia marcada por show especial do cantor, compositor e violonista Toquinho (foto acima).

Com investimentos de R$ 6 milhões e capacidade para receber 400 pessoas – sendo oito lugares projetados para portadores de necessidades especiais –, o novo teatro é dotado de sistemas de sonorização, acústica e iluminação sofisticados, com possibilidade de diversificação de uso voltado para todas as exigências da cena teatral e musical contemporânea. O espaço vai abrigar um Núcleo de Artes Cênicas (NAC), serviço do Sesi-SP que neste ano comemora 22 anos de existência no Estado.

A equipe do NAC é composta por um orientador de artes cênicas e um operador de luz e som, que responderão diretamente pelas atividades realizadas no teatro: a programação cultural gratuita e a realização de cursos de iniciação teatral para crianças, jovens e adultos, beneficiários da indústria ou membros da comunidade em geral. Além disso, o teatro receberá programação de diferentes linguagens artísticas, trazendo para a região o trabalho de formação de plateias desenvolvido pelo Sesi-SP em várias cidades do Estado.

Estão previstos concertos musicais eruditos e shows de música popular brasileira, com artistas e grupos nacionais e internacionais, sessões de cinema abordando as diversas cinematografias, exposições de esculturas, gravuras e desenhos, além de espetáculos cênicos para público de todas as idades com importantes e reconhecidas companhias e artistas da dança, teatro adulto, teatro de bonecos e teatro infantil.

Para comemorar a inauguração, o Sesi-SP realizará programação especial com apresentações de música e artes cênicas. De 7 de novembro a 13 de dezembro, 10 espetáculos teatrais e 13 atrações musicais sobem ao palco para exibições gratuitas.

Serviço
Inauguração do Teatro do Sesi-SP em São José do Rio Preto
Local: Sesi São José do Rio Preto
Endereço: Av. Duque de Caxias, 4656, Vila Elvira
Data e horário: dia 6 de novembro (sexta-feira), às 19h – fechado para convidados
Capacidade: 388 lugares (sendo oito para portadores de necessidades especiais)
Informações: tel. (17) 3224-6611 (17) 3224-6611

sábado, 31 de outubro de 2009

R$ 7,4 milhões para a Cultura


Ruy Sampaio

O setor cultural do País aguarda com ansiedade a votação da Proposta de Emenda à Constituição número 150 (PEC 150), que institui normas para a Cultura semelhantes às existentes para a Educação. No ultimo dia 23 de setembro, duas propostas do governo para a atividade cultural no País tiveram vitórias no Congresso. A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou o projeto que institui o Plano Nacional da Cultura, cujo objetivo é criar estratégias e diretrizes para a execução de políticas públicas dedicadas ao setor. Também foi aprovada pela Comissão Especial da Câmara a Proposta de Emenda à Constituição número 150, que propõe vinculação de receitas para a área da cultura. A PEC ainda precisa ser votada em plenário, antes de ir para o Senado, e o plano vai seguir para a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.


Se aprovada, a União deverá vincular pelo menos 2% de seu orçamento para a Cultura; os estados, 1,5%; e os municípios, 1%. Atualmente, o investimento do governo federal no setor é de 0,7% do orçamento. O governo federal vai seguir só agora o exemplo de Rio Preto, que durante a minha gestão de 2001 a 2004 o orçamento da Cultura subiu para 1%. Das inúmeras conquistas obtidas naquele período, essa merece destaque especial. Assumimos a Secretaria de Cultura, em 2001, com um orçamento de R$ 400 mil. Esse valor saltou para R$ 3 milhões, em 2002.

Entre 2001 e 2004, foram mais de 2.000 atividades. Criamos o Festival Internacional de Teatro que, em suas quatro edições, reuniu um público de 500 mil pessoas. Fizemos a 1ª Bienal do Livro, com um público de 100 mil. Investimos no Carnaval de Rua e nas escolas de samba que atraíram em seus desfiles 80 mil pessoas. Instituímos o Prêmio Estímulo “Nelson Seixas”, transformado em programa de fomento. Tombamos prédios históricos. Restauramos as obras do artista plástico José Antônio da Silva. O Janeiro Brasileiro da Comédia, Aldeia FIT, as escolas municipais de arte, a Universidade Livre das Artes se tornaram possíveis. Remodelamos a Pinacoteca, reestruturamos a Biblioteca Pública “Doutor Fernando Costa”, com acervo renovado. Instalamos a Sala “Acessa São Paulo”, com internet gratuita. A Casa de Cultura foi recuperada, assim como o Teatro Municipal “Humberto Sinibaldi Neto”. Tudo isso, graças à ampliação do orçamento.

Cumprimos uma determinação da ONU – Organização das Nações Unidas que estabelece 1% como patamar mínimo recomendado para ser aplicado na Cultura, o que nos permitiu promover tantos avanços culturais em Rio Preto. Patamar que deixamos para que a gestão seguinte desse continuidade às ações culturais. O que de fato aconteceu. O FIT, o Janeiro, o “Nelson Seixas”, a Bienal fazem parte do nosso calendário cultural. No entanto, infelizmente, ao longo dos anos, temos visto que na primeira dificuldade orçamentária o corte é na Cultura. Ação que deverá ser evitada com a PEC 150.

Acreditamos que, com R$ 7,4 milhões de orçamento, a Cultura de Rio Preto poderá respirar e ampliar suas ações. Quer sejam eventos, fomentos ou atividades formativas. Uma boa sugestão é ampliar o número de premiados e os valores do programa “Nelson Seixas”. Que a PEC 150 seja abraçada e defendida por todos aqueles que enxergam na Cultura um instrumento de transformação e avanço da sociedade. Lutamos para a sua aprovação.

É jornalista e ex-secretário de Cultura de Rio Preto


* Artigo publicado no jornal Diário da Região

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A chinesa


A vida em São Paulo é a maior correria. O blog andava esquecido. Prometo atualizá-lo com frequência. Começo pelo lançamento do livro Os Chineses, da procopense Cláudia Trevisan (foto). Foi uma grande alegria revê-la aqui em São Paulo. Passamos boa parte da adolescência juntos, lá em Cornélio Procópio. Reencontrei a família da Cláudia e o casal Sérgio e Ana Lúcia Severo de Castro, pais da Tina, Ana Cláudia e Gu.


terça-feira, 28 de julho de 2009

Cláudia Trevisan lança “Os Chineses”



Nesta quinta-feira, vou à Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, rever uma amiga que não vejo há 20 anos. A procopense Cláudia Trevisan (foto acima)promove o lançamento de seu novo livro, “Os Chineses”.
Abaixo um texto do blog O Tao da China, de Cláudia Trevisan e o convite.

Ganbei!

por Cláudia Trevisan

Beber sem limites é parte do ritual dos encontros políticos e de negócios da China e já ouvi vários executivos brasileiros relatarem as dificuldades de encarar banquetes regados a inúmeros brindes de “baijiu” (pronuncia-se "baidiou"), a aguardente local. Os laços de confiança com integrantes do governo e empresários se formam nessas bebedeiras, marcadas pelos gritos de “ganbei”, a versão chinesa de “saúde”, que significa “esvazie o copo”. A bebida deve ser tomada de um só gole e o copo vazio deve ser mostrado aos demais.

O hábito é extremamente arraigado na cultura chinesa e também permeia as relações de amizade. Amigo que é amigo fica bêbado junto, até cair. No caso dos encontros políticos e de negócios, alguém que seja “fraco” para a bebida pode nomear um representante para beber em seu lugar, mas só depois de alguns “ganbeis”. Por isso, muitos executivos selecionam assistentes resistentes à bebida para acompanhá-los nos almoços e jantares de negócios.

Mas beber alguns copos é obrigatório para os homens, que são vistos com certo desprezo se recusam um ganbei, a menos que tenham uma justificativa muito convincente. Às mulheres é permitida a abstinência ou brinde com bebidas mais suaves, como a cerveja.

Apesar de generalizado, o hábito começa a despertar a preocupação do governo, pelo efeito devastador que pode ter sobre a saúde de funcionários públicos. Hoje, a agência de notícias do governo (Xinhua) publicou reportagem sobre um servidor que morreu e outro que entrou em coma depois de bebedeiras homéricas em encontros oficiais.

O diretor do Departamento de Águas da cidade de Wuhan, Jin Guoqing, morreu na semana passada de ataque cardíaco depois de vários ganbeis com um grupo que visitava a cidade. Também na semana passada, Lu Yanpeng, chefe de um distrito da província de Guangdong, entrou em coma depois de beber excessivamente em um jantar com uma autoridade do Partido Comunista.

Os banquetes chineses são elaboradíssimos, com uma sucessão de pratos e inúmeros brindes. De acordo com a Xinhua, o poder público gasta por ano o equivalente a US$ 73 bilhões em banquetes! Qualquer visita oficial ou de negócios de um estrangeiro à mais insignificante cidade chinesa é coroada por um banquete, ao qual comparecerão inúmeros pessoas sem qualquer relação com o tema que motivou o encontro. Para muitos burocratas, essa é a única chance de se esbaldar em uma orgia etílico-gastronômica.

Para os estrangeiros não acostumados a beber tanto, o hábito pode ser um problema. Há poucos dias, o executivo de uma multinacional me contou que saiu carregado depois de um jantar com autoridades de uma província chinesa. Outro me disse ter recebido telefone de um potencial cliente com um desafio: “quanto você pode beber antes de cair?”. Os dois se encontrariam em um jantar no dia seguinte.

Será que é caso para pagamento de um adicional de insalubridade etílico?

Aproveito o espaço do blog para convidar a todos para um "ganbei" no lançamento de meu novo livro, “Os Chineses”. O evento etílico-cultural será no dia 30 de julho, a partir das 18h30, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.

sábado, 18 de julho de 2009

Abis/Om no blog Cacilda


O espetáculo Abis/OM, de Rio Preto, é destaque no blog Cacilda, de Lenise Pinheiro (foto acima) e Nelson de Sá, da Folha de S. Paulo.


terça-feira, 14 de julho de 2009

Santo André x Corinthians será em Rio Preto


Partida pela 15.ª rodada do Campeonato Brasileiro acontecerá no estádio Benedito Teixeira, o 'Teixeirão'

A CBF confirmou nesta terça-feira a alteração do local da partida entre Corinthians e Santo André, no dia 29 de julho, pela 15.ª rodada do Campeonato Brasileiro. O duelo, anteriormente marcado para o Estádio Bruno José Daniel, em Santo André, será disputado em São José do Rio Preto, no estádio Benedito Teixeira, mais conhecido como "Teixeirão".

A decisão do Santo André tem motivações financeiras. O estádio de São José do Rio Preto pode receber um público de, aproximadamente, 40 mil pessoas. A capacidade é superior a do acanhado Bruno José Daniel.

Rio Preto sedia fórum internacional de design, arte e arquitetura


Rio Preto sediará, no próximo dia 18, o Boom Rio Preto Design, fórum internacional destinado a designers, arquitetos, publicitários, empresários, industriais, lojistas e acadêmicos. Realizado pela RSPromo, o evento acontece no Plaza Avenida Shopping das 9 às 13 horas. De acordo com o organizador, Beto Cocenza, essa será uma oportunidade única para que o público de Rio Preto e de toda região possa entrar em contato com renomados profissionais que são considerados referência em design contemporâneo.

A região de Rio Preto reúne diversos polos de grande representatividade no Brasil nas áreas moveleira, joalheira e têxtil, além de faculdades e universidades com cursos de moda, design, arquitetura e urbanismo. Segundo Cocenza, esses motivos foram essenciais para que a cidade fosse escolhida para receber a primeira edição interior do Boom Design.

Entre os palestrantes convidados, estão o norte-americano Todd Bracher e os brasileiros André Cruz, Ronald Kapaz, Marcelo Teixeira e Mirla Fernandes. Artista plástica de formação, Mirla estudou design de joias em Pforzheim, na Alemanha, onde começou a desenvolver suas primeiras peças. Além de atuar no setor joalheiro, ela também trabalha como ilustradora e produz, exclusivamente para a Tok&Stok, os espelhos Cut Outs - que foram inspirados em sua coleção de joias de mesmo nome.

sábado, 11 de julho de 2009

O que a baiana tem?


A foto acima está rodando o mundo. A olhadela dada pelo presidente Barack Obama, na brasileira Mayara Tavares.

Teatro Oficina Uzyna Uzona fora do FIT



Navegando pela web encontrei o protesto do Teatro Oficina (foto acima). A Cia ficou de fora do FIT 2009. Acompanhem a discussão.

ATO DE DESPREZO DO FIT RIO PRETO

O Oficina está, por enquanto, fora do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, apesar de estar com duas novas peças em cartaz no seu cinquentenário. Abaixo segue a correspondência trocada entre os diretores do teatro e do festival.

Ió!Jorge Vermelho
É muito maluco, um Fetival Internacional de Teatro, no Brasil não ter como Convidada Especialíssima, uma Companhia de nosso país, que completa agora em 2008 50 ANOS BODAS DE OURO !!!! como é o caso do TEATROFICINAUZYNAUZONA!!!!

Talvez seja o caso de nós considerarmos uma honra, a nossa ausência, já q a comissão q escolheu os espetáculos teve esta atitude de desprezo ou ignorância por um Teatro q tem dado, está dando e dará, muito à cultura brazylera.

Mas como o PÚBLICO é mais importante q nós todos e todas as comissões, escrevo para dizer q essa atitude da COMISSÃO DO FESTIVAL INTERNACIONAL DE RIO PRETO, acontece este ano, q além de comemorativo está sendo o mais fértil de nossa história cinquentenária!

Já vamos para o terceiro espetáculo produzido:

TANIKO, nô japonês, meu mais recente e talvez o mais delicioso espetáculo de toda minha carreira, que homenageia os 100 anos da IMIGRAÇÃO JAPONESA NO BRASIL q vai fazer carreira internacional: um Nô Bossa Nova Trans Zênico, interpretando as relações entre o Nô, o Candomblé e a BOSSA NOVA q também completa 50 ANOS, resultou num musical delicado, o oposto de tudo o que até agora fizemos.
O MANIFESTO ANTROPÓFAGO de OSWALD DE ANDRADE encenado no SESC Paulista dia 22 de maio, em COMEMORAÇÕES AOS 80 ANOS DO MANIFESTO ANTROPÓFAGO.
CYPRIANO E CHANTALÃ de LUIS ANTÔNIO MARTINEZ CORRÊA que estréia agora em Junho

Todos espetáculos com elenco nada imenso e duração média de 90’ cada um.

Tenho muita curiosidade de saber, porque vocês tomaram esta decisão?

Faz parte este fato da história do Teatro no Brasil. Não são coisas q passam batido.

Além disso, as COMEMORAÇÕES fazem parte milenarmente da HISTORIA HUMANA q é a FESTA em si. Ainda mais num FESTival, quanto mais de TEATRO, a falta destas FESTas, ainda mais num FESTival Internacional será um mal sinal dos desmemoriados, portanto fracos, cultivadores desta arte neste ano tão Vibrante, e pleno de transvalorizações?

Ah! esqueci de lembrar 1968!

Todo Amor Zé

OURO

Meu querido Zé Amamos o chão do Oficina e prova disso é que celebramos seus palcos muitas vezes nestes 8 anos. É somente uma questão de discussão curatorial.
Beijos Jorge Vermelho

iO! JORGE O ano passado não faríamos “Vento Forte para um Papagaio Subir” se não fosse a intervenção de Danilo Miranda. E que palavra pomposa, pretensamente politicamente correta é esta: “DECISÃO CURATORIAL” o que ela encobre? Quem os membros desta Cúria, deste Clero? Eles devem satisfações ao PÚBLICO. Ou não? Amamos esta cidade e muita força demos a este Festival inclusive abrindo o Não Lugar e o não convite no nosso cinquentenário é um ato de Desprezo pela luta do Teatro Brasileiro, além de uma determinação CURATORIAL tão feia e cafona quanto esta palavra. Não foi por amar o nosso chão, isso é hipocrisia, mas porque nossos trabalhos tem qualidade, e mesmo assim tivemos q driblar muitas vezes nestes 8 anos, estas decisões curatórias q têm horror ao novo, ao criativo. Lembra da belíssima cena da retirada das cadeiras do Teatro da Cidade, num ensaio aberto lindo, de “OS Sertões”? ESQUECEU o escândalo provinciano q você fez? Não aceito estas suas desculpas abstratas. Vamos chamar a atenção do público de Rio Preto e do Brasil Todo Amor Zé OURO

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Com aumento de pedágio, viagem para São Paulo sai por R$ 118


Valor será gasto por quem fizer ida e volta São José do Rio Preto-São Paulo.
Tarifa do pedágio em SP sofreu reajuste médio de pouco mais de 3,5%.

Do G1

A tarifa do pedágio em São Paulo sofreu reajuste médio de pouco mais de 3,5%. Com isso, quem decidir fazer uma viagem de ida e volta da capital paulista a São José do Rio Preto, a 438 km de São Paulo, vai gastar R$ 118,40 só com pedágios. Desde o dia 1, a viagem passou a ser uma das mais caras do estado, com 16 praças de pedágio percorridas.

Cada uma das praças de pedágio no caminho de São Paulo e São José do Rio Preto cobra um valor diferente. Pela Rodovia Washington Luiz, a praça mais cara fica em Rio Claro, com tarifa de R$ 16,40. A mais barata fica em Limeira, com pedágio de R$ 4,10. Esses valores são cobrados para carros de passeio. No caso de ônibus e caminhões, a cobrança é feita por eixo.

Caso o motorista resolva não pagar a tarifa de São José do Rio Preto até a capital, ele aumenta os gastos com combustível e a viagem fica mais longa, são 70 km a mais. A maior parte do percurso é feita em pista simples e sem acostamento.

Em todo o estado, 12 concessionárias administram 5.200 km de rodovias. A cobrança é feita em 95 praças de pedágio. O dinheiro arrecadado é aplicado em ampliação e melhoria das rodovias e do atendimento ao usuário, como serviços de socorro médico e mecânico.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Fim do diploma para Jornalista, STF atende ao pedido das grandes empresas


Hamilton Octavio de Souza*

O Supremo Tribunal Federal decidiu retirar da regulamentação da profissão de JORNALISTA a exigência de diploma específico de curso superior de JORNALISMO. Essa exigência existe desde a regulamentação de 1969. Passou a vigorar em 1971. Nunca foi limitação para a liberdade de expressão e nunca impediu ninguém de colaborar e participar das atividades jornalísticas e dos meios de comunicação. Os jornais e as revistas estão cheios de articulistas não-jornalistas. É só ver os colaboradores da página 2 da Folha de S. Paulo: Antonio Ermírio de Moraes, Delfim Netto, Emílio Odebrecht, Marina Silva, Cesar Maia etc...

A exigência tem servido para definir o perfil da categoria profissional, quem vive do trabalho jornalístico, quem tem no jornalismo a sua atividade principal, quem tem vínculo empregatício como jornalistas. Para essa categoria, a exigência do diploma foi uma conquista importante - na medida em que estabeleceu área específica de estudo, reflexão e pesquisa, aperfeiçoamento técnico e comprometimento ético e político. Contribuiu para elevar o nível intelectual e cultural da categoria - de maneira geral, apesar dos cursos ruins e picaretas (como em todas as áreas do ensino superior público e privado).

Há anos que as empresas jornalísticas fazem campanha contra a exigência do diploma, basicamente pelos seguintes motivos:

1) Ficam liberadas para contratar quem bem entenderem no grande exército de reserva (desemprego de mais de 30% entre os jovens de 18 e 25 anos);

2) Aumentam a pressão para rebaixar ainda mais os salários, sem o menor respeito aos pisos salariais conquistados pela categoria profissional;

3) Podem ampliar o esquema de super-exploração dos trabalhadores do jornalismo (sem vínculo, PJ, frila fixo, produção para vários veículos, não pagamento de direitos autorais etc), enfim, podem fazer no setor da comunicação o que fazem com a terceirização da mão de obra nos call center da vida;

4) Podem aumentar o controle ideológico de seus trabalhadores jornalistas sem conflitos éticos e compromissos sociais (os jornalistas, queiram ou não, têm uma noção mais próxima do jornalismo como serviço de interesse público - do que interesse privado dos grupos econômicos).

Portanto, a derrubada do diploma é antes de mais nada uma vitória do capital.

O que fazer?

O jornalismo brasileiro tem mais de 200 anos de história. A categoria profissional se reconhece como tal há mais de 80 anos. O sindicato dos jornalistas de São Paulo foi fundado em 1937. Antes da exigência do diploma, a categoria já havia conquistado a jornada de trabalho (5 horas + 2 horas extras = 7 horas), o piso salarial (que já foi de seis salários mínimos) e outros benefícios profissionais. Isso foi feito com luta. A defesa das conquistas da categoria depende exclusivamente da mobilização, organização e combatividade da própria categoria. Nada mais do que isso.

A exigência do diploma durou 40 anos. Contribuiu para consolidar o profissionalismo da categoria, mas também foi um grande estímulo ao aparecimento dos cursos de picaretagem - as verdadeiras arapucas do ensino superior - que se aproveitaram dessa "reserva de mercado de trabalho" para ganhar dinheiro (lucro) e inundar a profissão de pessoas despreparadas e não comprometidas com o papel transformador do jornalismo.

A não exigência do diploma coloca um novo desafio para os cursos de Jornalismo: conquistar o seu próprio espaço na sociedade e a sua própria inserção no mercado de trabalho profissional. As boas escolas, os bons cursos continuarão como referência do JORNALISMO e continuarão formando bons jornalistas para a sociedade brasileira.

Ainda é preciso ver qual será a exigência para o registro da profissão, se haverá ou não registro profissional. Mas, de qualquer maneira, mais do que nunca, agora, os cursos de jornalismo precisam deixar claro a que vieram, quais são as suas virtudes na formação de jornalistas, quais são as suas visões de mundo e do jornalismo que a sociedade brasileira realmente necessita. O debate está aberto. Não dá para fugir dele...

*É jornalista e professor da PUC-SP

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Vaiada Cultura

O blog Rio Preto te Despreza faz o resumo da ópera, ou melhor, do rock.
Em frente ao Teatro Municipal, também teve bafão ontem à tarde. Um grupo de pessoas, que foi ao show do Sá, Rodrix e Guarabyra, não conseguiu entrar e protestou, até o término do show, com vaias e muita reclamação.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Sepultura faz show no anfiteatro da Represa


Uma das atrações mais esperadas da programação da Virada Cultural de Rio Preto é a banda de heavy metal Sepultura (foto acima - antiga formação). O show irá acontecer as 0h do domingo, dia 17, no anfiteatro da Represa Municipal.

Ao contrário da maioria dos artistas brasileiros, o trabalho da banda fez sucesso primeiramente no exterior e hoje conquista de todos os fãs do estilo musical está mais que consolidada. “O circuito de metal fora do Brasil tem mais tradição, por isso foi mais fácil mostrar o nosso trabalho fora do país”, ressalta o guitarrista Andréas Kisser.

Esse ano marca os 25 anos de fundação do Sepultura e o grupo planeja a comemoração. “Queremos fazer um show com uma orquestra, talvez tocando o A-Lex inteiro e fazendo versões de temas antigos do sepultura”, revela Andreas.

Além do Sepultura, a Virada em Rio Preto contará com outros artistas consagrados como Arnaldo Antunes, Ludov e Funk Como Lê Gusta.


Fonte: Terra

DJs internacionais se apresentam em Rio Preto


A festa Weekend La Locomotive chega a sua 4ª edição com super line up, duas feras internacionais da música eletrônica, DJ Mitch e Kelly Marie. A balada, que é uma das mais esperadas do noroeste paulista, acontece em Rio Preto, nos dias 22 e 23 de maio.

O Line Up da La Locomotive é simplesmente o maior já visto na cidade e um dos maiores de todo o estado, no total serão 16 DJs e um VJ. Estilos diferenciados e vertentes de todas as variações da música eletrônica poderão ser apreciadas nessas duas noites que prometem agitar a galera.

DJ Mitch
O destaque desse ano é nada mais nada menos que DJ Mitch L. J. o residente do clube Nikki Beach de St. Tropez, uma das mais famosas casas noturnas da Europa, e DJ oficial do Festival de Cinema de Cannes. Sua carreira deslanchou rapidamente tornando-se o principal residente do clube Pink Elephant, em New York. No Brasil apresentou-se em clubes como Disco (São Paulo) e Posh (Florianópolis). Mitch é referencia na clientela jetset, tocando em muitas festas privadas e eventos especiais, como Madonna After Show Party em Paris, casamento de David Hallyday, nos prêmios Emmy Internacional 2005 em New York e durante o casamento da atriz Pamela Anderson. Mitch produziu o álbum Miami Ink bem como as compilações do Clube Nikki Beach, e já começou a produzir seus próprios caminhos, lançando recentemente as faixas "Let The Love Shine" e "One People".

Kelly Marie
Kelly Marie (foto acima) é reconhecida em todo mundo por sua versatilidade, onde ela mistura elementos de soul, funk, latin e afro eletrônicos. Seu verdadeiro vício, ser DJ, começou em 1994 e em 1997 ela atingiu o ápice. Desde então, sua paixão por música a levou ao redor da do mundo. Miss Kelly como é conhecida, é residente da Hed Kandi e Stereo Sushi para o Reino Unido e atuações internacionais. Foi residente da El Divino em Ibiza e toca regularmente na Itália, já trabalhou para empresas como; Fifa, Sony Playstation, Nike, Virgin, BMW e Fashion TV, entre outros.

Além dessas duas atrações internacionais a La Locomotive terá também o projeto Overdriver, com o DJ Renato Borges e o guitarrista Fernando Muniz. E mais os DJs Renatinho, Rafael Milan, Marcello Pastore, Edo e Sandro, Vica, Regys, LeoMan, Felipe Roiz, Fábio Shinike, Flá Scola, Pedro Freitas, Evandro, Ton Borges e o VJ Dado França.

Este ano o evento será realizado em dois lugares, diferentemente dos anos anteriores, quando tudo acontecia às margens da piscina do Hotel Michelângelo, dessa vez a hospedagem e pool party´s continuam no hotel, mas as noites serão no badalado Villa Conte. O translado de 500 metros será realizado em vans da própria organização do evento.

Todas as informações, como programação, valores do hotel e convites no site oficial
http://www.lalocomotive.com.br/ ou ainda pelo fone; (17) 3021-6714.

Fonte: Terra

Altair quer se firmar como Capital da Viola

Festival da Viola chega à 17ª edição e selecionará as melhores duplas de música raiz.

A moda de viola vai tomar conta da cidade de Altair, na região de Rio Preto, nos dias 15 e 16 de maio, quando acontece o 17º Festival da Viola, um dos mais tradicionais do país. Durante duas noites, violeiros de todos os cantos mostrarão seu talento para um público estimado em seis mil pessoas.

Na sexta-feira, dia 15, além da apresentação das duplas inscritas, haverá show gratuito com Lourenço e Lourival, dois expoentes da moda sertaneja de raiz. No dia 16, o show de encerramento ficará por conta de Milionário e José Rico.

O premio para quem vencer o festival é de R$ 2.000,00, mais a gravação de CD Acústico. O segundo lugar leva R$ 1.000,00 mais a confecção de website. O prêmio para o terceiro lugar é de R$ 800,00, para o quarto de R$ 500,00 e para o quinto de R$ 400,00.

A promoção do evento é do Fundo Social de Solidariedade de Altair, com apoio da Câmara e do Ministério do Turismo.

Fonte: Assessoria de Comunicação - AMA

Melhores atletas do Estado invadem Rio Preto neste sábado e domingo

Será realizado neste sábado (16) e domingo (17) na Pista de Atletismo do Eldorado, em Rio Preto, o Campeonato Estadual Caixa de Atletismo Menores. Mais de 500 atletas vindos de várias partes do Estado devem invadir a pista rio-pretense em busca de melhores índices que valem para o Campeonato Brasileiro que será realizado nos dias 12, 13 e 14 de junho, em Fortaleza. As competições também valem vaga para o Campeonato Mundial de Atletismo Menor que será realizado na Itália, em julho.

Da cidade, 15 atletas da Arpa/Smel/Rio Preto entram na briga pelos melhores lugares da competição. As provas começam a partir das 8 horas de sábado e vão até por volta das 17 horas. No domingo vão das 8 às 13 horas. O técnico rio-pretense, Aristides Junqueira, o Tide, esta otimista com o grupo que tem. Diz que muitos podem surpreender. “O nível técnico dessas competições é altíssimo. Atletas que buscam índice para o Brasileiro e o Mundial estarão aqui em Rio Preto e nós, claro, não podemos ficar de fora. Temos bons nomes e vamos brigar”, diz Tide.

Serviço:
Campeonato Estadual Caixa de Atletismo Menores
Data: 16/17 de maio
Local: Pista de Atletismo do Eldorado
Endereço: rua Monte Aprazível, 2640 - (17) 3236-6447

Fonte: Assessiva

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Rodobens fatura com o próprio ‘minha casa’


Quem passa pelas estradas de São José do Rio Preto, interior paulista, se surpreende com a rapidez da iniciativa privada. Folhetos anunciam: "Minha Casa, Minha Vida. Sua casa já está pronta para morar".

Pelo 0800 da Rodobens, responsável pelo empreendimento Terra Nova, a funcionária informa que por ora não há imóvel pronto. Mas se oferece para fazer o cadastro. Não é a única surpresa do panfleto. Quem tiver dúvidas também pode consultar o endereço eletrônico www.minhacasaminhavida.com.br. O presidente da Rodobens Negócios Imobiliários, Eduardo Gorayeb, diz que a empresa foi quem criou o nome usado pelo governo federal.

O registro do site ocorreu em 2007. A semelhança entre o nome dos dois projetos resultou em dividendos para a Rodobens, que recebia de 500 a 700 acessos ao site por mês. Desde março até agora, as consultas passaram a cerca de 12 mil. Gorayeb diz que não abrirá mão do endereço eletrônico. "É uma feliz coincidência. Não vamos mudar o endereço porque ele faz parte da estratégia da companhia não é de hoje", diz.
Fonte: Agência Estado

terça-feira, 28 de abril de 2009

HB é hospital de referência para pandemia da influenza suína


O Ministério da Saúde divulgou a lista de 51 hospitais espalhados por todos os Estados do país e no Distrito Federal preparados para atender eventuais casos de gripe suína. O Hospital de Base de São José do Rio Preto (foto acima) está na relação.

0800

Atendentes do Disque Saúde do Ministério da Saúde foram treinados para tirar dúvidas da população sobre a doença. O número é o 0800-61-1997.
Site do Ministério
O Ministério da Saúde está com uma página em seu site com informações da gripe suína. Acesse.

Rio Preto está de prontidão para enfrentar gripe suína


A Secretaria de Estado da Saúde já mobilizou médicos em São José do Rio Preto e definiu um plano de emergência contra a epidemia de gripe suína que já tem casos confirmados em sete países: nos Estados Unidos, na Espanha, na Inglaterra, no Canadá, em Israel, na Nova Zelândia e no México, onde mais de 150 pessoas já morreram com suspeita da doença.

Além de Rio Preto, outras cinco cidades, São Paulo, Ribeirão Preto, Campinas, Santos e Bauru estão em estado de alerta. Há 150 leitos de isolamento reservados em oito hospitais do Estado. Destes, 60 possuem pressão negativa (em que o ar possivelmente contaminado não sai do local). O Brasil já tem 12 casos suspeitos da doença. O governador José Serra admitiu que a doença pode chegar ao Brasil.

Esses oito hospitais públicos irão funcionar como centros de referência para o atendimento de possíveis casos suspeitos de gripe suína. Os médicos estão de prontidão para identificar os casos e colher exames.
Leia mais.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Créu do Barbosão

O sucesso do momento no You Tube é o Créu do Barbosão. É um grande circo.
Acesse e divirta-se.

Seminário discute parcerias municipais em tempos de crise


Prefeitos, secretários e assessores municipais da região Noroeste participam na próxima segunda-feira (27) do II Seminário de Parcerias e Oportunidades, organizado pela Associação dos Municípios da Araraquarense (AMA), Ciesp e Unirp. O encontro reunirá parceiros públicos e privados e tem por objetivo levar aos prefeitos e seus colaboradores informações sobre oportunidades de novas parcerias.

O Seminário será aberto ás 8h30, na sede do Ciesp, na avenida Clovis Oger, 706, em Rio Preto. Participam como parceiros Senac, Sebrae, Caixa Econômica Federal, Fiorilli Soluções Tecnológicas, Ambulatório Médico de Especialidades (AME) e DVDteca da TV Cultura.

“É uma oportunidade rara para prefeitos e auxiliares ampliarem sua rede de contatos, conhecendo produtos e serviços colocados à disposição dos municípios por empresas públicas, privadas e pelo Sistema S”, afirma a presidente da AMA e prefeita de Guapiaçu, Maria Ivanete Hernandes Vetorasso.

Durante a programação, serão abordados vários temas de interesse dos municípios, muitos deles relacionados à crise que diminuiu os repasses financeiros aos municípios. O Senac abordará o tema “desenvolvimento de pessoas e ações em tempos de crise”. O Ciesp abordará a industrialização regional e o desenvolvimento sustentável. O Sebrae aproveitará o encontro para lançar o programa “Jovem Empreendedor, Primeiros Passos”, enquanto a CEF montará a “Sala das Prefeituras” e abordará a importância da figura do Gestor Municipal de Contratos e Convênios.

PMDB faz curso de Formação Política em Rio Preto


O Diretório Municipal do PMDB de São José do Rio Preto e a Fundação Ulysses Guimarães promovem neste sábado (25), a partir das 9h30, o lançamento oficial do Curso Básico de Formação Política. Será na Câmara Municipal de Rio Preto e deverá contar com a presença de representantes nacionais e estaduais do Partido, entre eles, o presidente estadual do PMDB, o ex-governador Orestes Quércia, que já confirmou presença.

"São José do Rio Preto será uma cidade referência na região para o desenvolvimento do curso de formação política do PMDB. Nosso principal objetivo será o de atrair novos quadros e, assim, oxigenar o Partido e formar novas lideranças", afirma Edinho Araújo, presidente da Codasp - Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo, que retornou recentemente ao PMDB ano e colabora com a organização do evento.

Para o presidente do Diretório Municipal do PMDB de São José do Rio Preto, Marcelo Figueiredo, o curso será um diferencial do Partido na região, que se antecipa na discussão e preparação para as eleições de 2010, quando serão eleitos o novo presidente da República, governadores, deputados federais e estaduais.


quarta-feira, 22 de abril de 2009

Dança das cadeiras na disputa pela Câmara dos Deputados


Em Rio Preto, a disputa para uma vaga na Câmara dos Deputados vai se transformar numa verdadeira briga de foices. Há um excesso de candidatos e todos bons de voto. Rodrigo Garcia, Vaz de Lima, Edinho Araújo, Manoel Antunes, Eleuses Paiva, Vadão Gomes, João Dado, Régis de Oliveira e Júlio Semeghini já anunciaram suas candidaturas. Com 277 mil votos, a cidade sozinha não deverá eleger ninguém. Os votos irão se pulverizar e alguém vai dançar. Quem não buscar votos em outras cidades está praticamente fora do jogo. Dentro dessa lógica, Rodrigo Garcia e Vaz de Lima, que não tem perfis de deputados distritais, levam certa vantagem.

Para dificultar ainda mais a disputa, Rio Preto que até ontem não tinha representante em Brasília, acaba de ganhar um. Eleuses Paiva, 5º suplente do DEM, assume como deputado federal e se transforma em mais um complicador para as eleições de 2010. No poder, sua chance de reeleição aumenta.

Vamos analisar as chances de cada um. Rodrigo Garcia (DEM) fez 196.824 votos na última eleição para deputado estadual. Votação que o credencia para uma disputa a deputado federal. Atualmente, é secretário de Modernização, Gestão e

Desburocratização da cidade de São Paulo. Tem um importante cabo eleitoral, o prefeito Gilberto Kassab, com quem sempre dobrou nas campanhas anteriores.

Vaz de Lima (PSDB) foi eleito deputado estadual com 142.903 votos. Acaba de deixar a presidência da Assembléia Legislativa e é um nome forte entre os tucanos para uma disputa na Câmara dos Deputados. Sempre obteve uma boa votação em Rio Preto, além de ter votos em todo o Estado.

Assim como Vaz de Lima, o tucano Júlio Semeghini, ligado ao setor de tecnologia da informação, vem de uma boa votação em 2006, quando obteve 160.962 votos. Suas chances aumentam se o candidato a governador for Geraldo Alckmin. É homem de confiança do ex-governador a quem foi leal na disputa pela Prefeitura de São Paulo.

O ex-prefeito Edinho Araújo (PMDB), hoje presidente da Codasp – Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo, é outro nome forte. Obteve 104.709 votos no segundo turno das eleições de 2004, quando foi reeleito prefeito de Rio Preto. Em 1998, quando disputou sua ultima eleição para deputado federal foi eleito com 70.393 votos. Para ser eleito, Edinho precisará ampliar sua votação. Michel Temer quase ficou de fora da Câmara com seus 99.046 votos, em 2006. Para se eleger, Edinho precisará de aproximadamente 120 mil votos.


Manoel Antunes também precisará ampliar a votação ou entrar num partido que viabilize sua eleição. Em 2006, fez 64.050 votos e não foi eleito. Atualmente, analisa propostas do PT e PV. No PT, a situação é mais complicada. Vicentinho, a rapa do tacho do partido, foi eleito com 97.477 votos. Já Dr. Nechor, do PV, foi eleito com 42.173 votos. Cacau Lopes, presidente da sigla em Rio Preto, tem insistido para que Antunes entre no partido. Enquanto não se decide, outros vão ocupando o espaço. Tirso Meirelles, filho do doutor Fábio Meirelles, da Faesp, está entrando no PV. Na última eleição fez 38.621 votos. O rapaz que frequenta a sociedade e colunas sociais de Rio Preto, conta com o apoio dos ruralistas e em Rio Preto já tem cabo eleitoral, o presidente do Sindicato Rural, Sergio Expressão. Tirso começa a se aproximar de Cacau Lopes, que fez aproximadamente 13 mil votos na última eleição, para quem sabe fazer uma dobrada.

Eleuses Paiva (DEM) fez 79.716 votos na última eleição. Dizem que investiu pesado e agora com a possibilidade de reeleição deve continuar na mesma toada e com o apoio de setores da classe médica.

Vadão Gomes (PP) teve dificuldade na última eleição, quando fez 78.728 votos. Foi beneficiado pela votação de Paulo Maluf, 739 mil votos, e conseguiu seu quarto mandato. Vem enfrentando dificuldades em suas empresas e isso pode interferir na campanha do ano que vem. Mesmo assim, continua sendo um candidato forte. Em Rio Preto, o PP ocupa duas secretarias no governo de Valdomiro Lopes, Paulo Pauléra, nos Serviços Gerais, e Marinho da Casa das Bombas, Esporte. Os dois apoiam Vadão.

Beliscando votos em Rio Preto ainda temos João Dado (PDT), deputado eleito com 61.716 votos, e Régis de Oliveira (PSC), eleito com 48.749 votos. Régis tem uma base eleitoral em Rio Preto e entre seus apoiadores está o delegado Renato Pupo, que fez 3.032 votos para vereador . O partido fez mais de 5 mil votos na cidade.

Não vai ser fácil para ninguém. E não vamos nos esquecer que em eleição para o Legislativo, tanto federal quanto estadual, chove paraquedista.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Miss São Paulo é baiana de Campinas


Apesar da torcida para Nathalie Barreto, de Rio Preto, a representante de Campinas, Silvia Novais, 22, é a nova miss São Paulo. Ela venceu o concurso realizado sábado (18) no Memorial da América Latina, na Barra Funda (zona oeste da capital).
Silvia nasceu na Bahia e mora desde criança em Campinas. A miss tem 1,77 m de altura, 62 cm de cintura e pesa 60 kg. Ela levou um carro e o direito de disputar o miss Brasil no próximo dia 9.


Foto: Danilo Verpa/Band

sábado, 18 de abril de 2009

Nathalie, nossa candidata no Miss São Paulo


O No Front está em campanha para colocar Nathalie Barreto, a representante de Rio Preto no Miss São Paulo, entre as 12 finalistas. Você também pode colaborar participando da votação no site da Band. Dê seu voto.

Segundo informa o site G1, Nathalie Barreto quer tanto o título que até prometeu doar o automóvel, que a primeira colocada no concurso receberá, se ela for a vencedora. Aos 21 anos, a representante de São José do Rio Preto conta que enfrentou sozinha muitos obstáculos até conseguir participar do Miss São Paulo.

“Fui a muitas agências, mas ninguém me aceitava. Só que esse sempre foi o meu sonho, comecei a buscar contatos. Até que trabalhei como empregada doméstica de um homem que coordenava e indicava meninas para concursos. Quando consegui ser a miss da minha cidade, não tinha o dinheiro para pagar a inscrição para o Miss São Paulo. Batalhei até conseguir um patrocinador e hoje, só de estar aqui com as meninas, me sinto vitoriosa”, afirmou a jovem.

Trinta e duas meninas entre 18 e 25 anos concorrerão ao título de Miss São Paulo durante concurso que será realizado na noite deste sábado (18) no Memorial da América Latina, Zona Oeste da capital paulista.

O No Front está em campanha para colocar Nathalie Barreto, a representante de Rio Preto no Miss São Paulo, entre as 12 finalistas. Você também pode colaborar participando da votação no site da Band. Dê seu voto.

Segundo informa o site G1, Nathalie Barreto quer tanto o título que até prometeu doar o automóvel, que a primeira colocada no concurso receberá, se ela for a vencedora. Aos 21 anos, a representante de São José do Rio Preto conta que enfrentou sozinha muitos obstáculos até conseguir participar do Miss São Paulo.

“Fui a muitas agências, mas ninguém me aceitava. Só que esse sempre foi o meu sonho, comecei a buscar contatos. Até que trabalhei como empregada doméstica de um homem que coordenava e indicava meninas para concursos. Quando consegui ser a miss da minha cidade, não tinha o dinheiro para pagar a inscrição para o Miss São Paulo. Batalhei até conseguir um patrocinador e hoje, só de estar aqui com as meninas, me sinto vitoriosa”, afirmou a jovem.

Trinta e duas meninas entre 18 e 25 anos concorrerão ao título de Miss São Paulo durante concurso que será realizado na noite deste sábado (18) no Memorial da América Latina, Zona Oeste da capital paulista.

Um passeio pelos blogs de Rio Preto

Neste sábado, uma boa pedida é dar uma volta pelos blogs de Rio Preto.

O Folha de S. Pedro, do jornalista Pedro Goulart, informa sobre o show da dupla Duofel , neste domingo, às 17 horas, no Sesc. A dupla destrói no violão e vai apresentar um repertório recheado de Beatles. Imperdível.

De Olho no Poder, Jair Viana, traz uma entrevista com o ex-juiz Júlio César Afonso Cuginotti. Ele responde questões referentes à polêmica implosão dos prédios, Portugal e Espanha, que juntos com a torre Itália formavam um condomínio de luxo construído na Avenida Bady Bassitt.

Micro Crônicas Cretinas, do jornalista e publicitário Alaor Ignácio, faz uma relação entre a virilidade do homem machão e o queijo que aprecia. “Tinha lá para si” é divertida e faz você começar o dia em alto astral.

O ... Tudo Aqui, da jornalista Michele Monte Mor, fala das maravilhas do Twitter. “Neste momento acontece o lançamento do Mini Cooper em uma das revendas exclusivas da marca, em Curitiba (A outra fica em São Paulo). Como nunca feito antes, blogueiros estão no local cobrindo o evento e enviando fotos e textos para a twitosfera, em tempo real”, informa

E tem muito mais gente na blogosfera. Orlandeli, Beck, Abrahão Hackme, Cristina Mussi, Frederico Tebar, Gerrah Tenfuss, Ricardo Milani ...

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Bom profissional tem de ser bem-remunerado


Tenho acompanhado o destaque que vem sendo dado para o reajuste salarial dos servidores comissionados da Prefeitura de Rio Preto, o mesmo dado a todo o funcionalismo municipal. Até parece que os valores, R$ 6,9 mil para um secretário municipal, são absurdos. Será?

Segundo pesquisa salarial da Folha de São Paulo, um administrador hospitalar no topo da carreira recebia em maio de 2008, R$ 11,8 mil; um chefe de cozinha, R$ 10,8 mil; um engenheiro-chefe, R$ 13,5 mil; um diretor-administrativo (cargo correspondente ao de um secretário de Administração), R$ 32,5 mil; um diretor-financeiro (cargo correspondente ao de um secretário de Fazenda), R$ 30,4 mil; um diretor-jurídico (cargo correspondente ao de um procurador) R$ 19,9 mil; um diretor de informática, R$ 28,3 mil; um editor, R$ 8,9 mil; um repórter, R$ 7, 6 mil. Enfim, na iniciativa privada, de acordo com pesquisa da Folha, qualquer ocupação profissional em cargo de chefia recebe mais que um secretário municipal de Rio Preto.

A pergunta que fica é por que a iniciativa privada pode pagar bem seus bons profissionais e o poder público não? Por que um profissional que vai levar seu conhecimento, sua sabedoria e sua competência para o poder público tem de receber salário abaixo do mercado. É por causa desse tipo de mentalidade que o poder público muitas vezes não consegue atrair bons profissionais, o que consequentemente interfere na qualidade dos serviços.

Defendo que bons profissionais devem ser bem-remunerados tanto na iniciativa privada quanto no poder público. Já os maus profissionais, esses devem ser dispensados. Ou nem contratados. Quem contrata pessoa despreparada para ocupar cargo no poder público com um bom salário é que não tem o menor respeito pelo dinheiro do eleitor nem pelo contribuinte. Nesse caso, não é só quem não tem qualificação para ocupar o cargo que deve ser demitido, mas também quem o contratou, para o bem do serviço público. Não devemos penalizar o bom profissional nem expô-lo, por causa dessas distorções. Na iniciativa privada, mau profissional não dura uma semana. Com certeza, é substituído por outro bem-remunerado.

Para mim, um secretário municipal dedicado e preparado não deveria receber R$ 6,9 mil. Ao contrário, seu salário deveria ser correspondente ao da iniciativa privada. Quem pensa diferente que faça voto de miséria ou recuse os aumentos ao longo da carreira. Porque todo mundo que se considera competente e preparado para ocupar um cargo acha que merece um bom salário ou não?

Fonte: Folha de São Paulo - Maio de 2008

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Como diria o Leão da Montanha: saída pela direita



O Diário da Região e o jornal Bom Dia informam que a Prefeitura de Rio Preto decidiu romper o contrato do lixo - no valor de R$ 61,2 milhões - com a empresa Leão Leão. O procurador-geral do município, Luiz Tavolaro, diz que o rompimento será amigável. A assessoria da empresa não confirma a versão de Tavolaro.
Desde que assumiu a prefeitura, o governo do prefeito Valdomiro Lopes vem fazendo de tudo para encontrar uma forma de romper com a Leão Leão. A alegação é que a empresa não vinha cumprindo o contrato.
Na cidade, a história que corre é que tudo está sendo feito para a Constroeste voltar a assumir o serviço. O Diário questionou se existe pressão da Constroeste (antiga prestadora do serviço) para o rompimento com a Leão Leão. Tavolaro negou.

A preocupação que existe é com uma possível indenização à Leão Leão com o rompimento do contrato. Neste caso, a conta iria para o contribuinte. Além disso, Tavolaro alega que o novo contrato terá seus valores revistos. Está previsto um aumento de R$ 200 mil por mês. A bagatela de R$ 12 milhões ao final de um contrato de 5 anos. Quer dizer: corremos o risco de indenizar a Leão Leão e vamos gastar uma fortuna com o novo contrato.

Caso venha a ser aberta uma nova concorrência, para que não ficasse nenhuma dúvida sobre a lisura do processo, seria conveniente que a Constroeste não participasse. Valdomiro tem de avaliar essa situação para não ter de ficar se explicando nos próximos anos.

A Leão Leão, por sua vez, tem uma grande responsabilidade por não conseguir construir sua imagem junto à comunidade de Rio Preto. A empresa nunca se preocupou em trabalhar sua imagem, desenvolver um trabalho de comunicação. Não procurou desenvolver ações positivas na cidade, ações ambientais. Nunca dialogou com o rio-pretense. O que são esses dois leões? O que são essas pessoas de verde subindo e descendo de caminhões na maior correria? A empresa paga bem? Cumpre o contrato? Honra seus compromissos? É comprometida com o meio ambiente. Trabalha na defesa ambiental? Participa do debate na cidade? Na realidade, a Leão Leão está muito distante de Rio Preto e é vista como um corpo estranho no município. Isso facilitou o trabalho dos adversários.

Recordar é viver 1 - Constroeste deixa sujeira para trás


Depois de receber quase R$ 48 milhões ao longo dos últimos cinco anos, no último dia de serviço, a Constroeste Ambiental deu uma rasteira nos mais de 400 mil rio-pretenses. Na terça-feira, dia 28, a empresa se concedeu o direito de encerrar o contrato que mantinha com a Prefeitura de Rio Preto oito horas antes do previsto e, com isso, decretar o colapso no serviço de limpeza urbana. O resultado só pôde ser visto na manhã de quarta-feira. Pelo menos 100 toneladas de lixo doméstico amanheceram em frente às residências dos rio-pretenses que pagam - caro - pelo serviço. De acordo com o contrato firmado em 29 de agosto de 2002 entre a Prefeitura de Rio Preto e a Constroeste - empresa do Grupo Faria, de propriedade do empresário José Faria -, a coleta deveria ser realizada até a meia-noite do dia 28 de agosto de 2007. Mas não foi o que aconteceu.

Fonte: Diário da Região