segunda-feira, 30 de março de 2009

Comentários sobre as últimas notícias da administração de Rio Preto


Neste domingo, a editoria de Cidades, do jornal Diário da Região, fez um raio X dos três primeiros meses da administração Valdomiro Lopes. Foram levantadas as áreas de Saúde, Serviços Gerais, Trânsito, Habitação, Meio Ambiente, Emurb, Educação e Assistência Social. O material mostra uma cidade abandonada e, segundo o jornal, pedindo socorro. O Diário não esperou o relatório cor-de-rosa, que a administração deverá divulgar sobre seus 100 primeiros dias de governo. Até porque, não dá para esperar.

Saúde
Eleita a prioridade de Valdomiro, a situação apresentada é caótica. Faltam remédios e médicos. Desleixo e filas. Demora no atendimento e rapidez nas consultas. Uma paciente informou que a sua consulta “demorou” três minutos. Essa situação foi manchete no jornal Bom Dia. O matutino constatou que uma consulta é feita em seis minutos. A Organização Mundial da Saúde - OMS preconiza 15 minutos o tempo mínimo de uma consulta. O Bom Dia acompanhou os atendimentos em várias unidades. Em nenhum dos casos, o atendimento atingiu os 15 minutos. Enquanto isso, as denúncias de erro médico vão se multiplicando, assim como as mortes por meningite.

Paracetamol e dipirona
Os pacientes que procuram o serviço público de saúde de Rio Preto já sabem a receita décor e salteada: paracetamol e dipirona.

Nota 10
Chega a ser engraçada a declaração do secretário municipal de Saúde, José Victor Maniglia. Ele diz que até agora está tomando pé da situação. Diz conhecer o dignóstico da saúde na cidade. Só resta saber quando ele iniciará o tratamento. Para ele, a atuação da administração na saúde até agora merece nota 10.

A gincana de Maniglia
Uma das soluções encontradas pelo secretário de Saúde é a criação de uma espécie de gincana. O médico que atingir a meta contratual de 16 consultas/dia recebrá um prêmio.

Serviços Gerais
O secretário Paulo Pauléra, que sempre gostou de sair na foto, já deve andar arrependido por ter assumido Serviços Gerais. Serviço, que é bom, até agora nada. A cidade agora deve ganhar o selo de município verde. É mato para todos os lados. Buracos no asfalto, nem se fala. E o lixo? Por todos os cantos.

De modelo internacional a lixões a céu aberto
Rio Preto havia se transformado em referência internacional, graças ao programa de captação e tratamento do entulho da construção civil. Foram criados 14 pontos de apoio, locais onde eram despejos os entulhos. De lá, eles seguiam para a Central de Reciclagem de Resíduos Sólidos da Construção Civil, com capacidade para reciclar 360 toneladas de entulhos por dia. O que era modelo de gestão ambiental transformou-se em lixões a céu aberto.

Loteamentos irregulares
Esta questão é um ponto que Valdomiro disse que irá resolver em seu governo. Vamos aguardar as regularizações e a infraestrutura. Fernando Fukassawa, secretário de Habitação, tem muito trabalho pela frente, principalmente, para atender as promessas de campanha eleitoral de Valdomiro.

Mendigos nas ruas
Um dos orgulhos dos rio-pretenses era morar numa cidade com ótima qualidade de vida. Rio Preto não tinha mendigos nem menores nos sinaleiros. A ação da Secretaria de Assistência Social foi fundamental para evitar essa situação. Com políticas sociais definidas e programas de emancipação, as pessoas mais carentes eram tratadas como cidadãos.

Publicidade como solução
Em razão de tanta notícia negativa, Valdomiro Lopes encontrou a solução. No próximo mês, abre a licitação para a contratação de uma agência de publicidade. Segundo informa o jornal Bom Dia, serão R$ 800 mil por ano para melhorar a imagem do governo.

Orgulho de ser Rio Preto

Mesmo sem uma agência de publicidade, a administração já começa a difundir seu slogan. “Orgulho de Ser Rio Preto” é a frase que acompanha o logotipo do Ganha Tempo. Se não me engano, chamava-se Rio Preto F@cil Empresa e Rio Preto F@cil Serviço, disponível desde o dia 17 de novembro de 2008. Programa relançado pela atual administração, mas com novo nome. Assim fica F@cil.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Setor agropecuário discute cenário de 2009


O Sindicato Rural de São José do Rio Preto realiza, neste sábado, em parceria com a Faesp - Federação da Agricultura do Estado de São Paulo e o Senar - Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, um seminário. O evento vai discutir a perspectiva do cenário agropecuário em meio à crise mundial que tem atingido praticamente todos os setores da economia. O seminário acontece a partir das 9 horas, no Senac de Rio Preto. Entre os palestrantes estão o presidente da Faesp, Fábio Meirelles (foto acima), e o assessor de gestão estratégica do Ministério da Agricultura, Derli Dorsa.

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Rio Preto, Sergio Antonio Expressão, serão debatidos temas, como preço, câmbio, política agrícola, escassez de crédito para o financiamento da safra, microempresa rural e meio ambiente. “A agricultura sempre sustentou a economia nos momentos mais agudos de crise e agora não será diferente. Este seminário tem por objetivo apontar caminhos e orientar o produtor rural”, afirma.

Serão ministradas as seguintes palestras: “Perspectiva do Cenário Agropecuário 2009”, por Fábio de Salles Meirelles, presidente da Faesp/Senar; “Meio Ambiente, considerações do Ministério da Agricultura”, por Derli Dorsa, assessor de gestão estratégica do Ministério da Agricultura; “Microempresa para Produtor Rural”, por Paulo Arruda, diretor-técnico do Sebrae e “Comodato, Faesp e Prefeitura de Rubinéia”, por Adauto Luiz Lopes, presidente do Sindicato Rural de Rubinéia.
Para o produtor brasileiro, o Decreto 6.514, de 2008, que trata dos crimes ambientais e da escassez do crédito público e privado ainda precisa de explicações. Esses talvez tenham sido os temas que mais trouxeram preocupação ao produtor rural nos últimos tempos.

As restrições ambientais para a tomada de crédito, elevação dos custos financeiros, aumento do grau de risco das operações rurais e escassez de crédito para o financiamento da safra estão relacionados ao decreto que será debatido. “Essa é uma discussão que tem de ser feita. Temos sido muito procurados no sindicato por produtores preocupados com a questão ambiental. Será um bom momento para esclarecer as dúvidas”, diz Expressão.

O seminário é voltado para representantes de classe e produtores rurais. Para participar, a entrada é franca. Não há necessidade de inscrição prévia.

Serviço
Seminário “Perspectiva do Cenário Agropecuário 2009”
Data: 28/3/2009
Horário: 9 horas
Local: Senac - rua Jorge Tibiriçá, 3.518 - Centro

Associações de Municípios protestam contra a queda do FPM


Reunidas nesta quinta-feira na Prefeitura de Rio Preto, as diretorias de três associações de municípios paulistas iniciaram um movimento de protesto contra a queda nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios, a maior fonte de receita da maioria das prefeituras.

A queda em março se aproximou dos 20% na média nacional. O movimento convocado pela diretoria da Associação dos Municípios da Araraquarense (AMA) teve a adesão da Amop (Associação dos Municípios do Oeste Paulista) e da AMCESP (Associação dos Municípios do Centro do Estado).
As entidades decidiram redigir a Carta de Rio Preto, um manifesto contra o excesso de encargos e a queda na arrecadação do FPM. O documento será apresentado à diretoria da Associação Paulista dos Municípios (APM), durante congresso municipalista em Santos (SP), entre os dias 31 de março e 4 de abril.

“A situação está insustentável. Muitas prefeituras sequer terão dinheiro para a folha de pagamento no mês que vem”, disse a presidente da AMA, Maria Ivanete Hernandes Vetorasso (foto acima). “Cada vez assumimos mais encargos e contamos com menos arrecadação. É uma situação que precisa mudar”, acrescenta Humberto Parini, prefeito de Jales e presidente da Associação dos Municípios do Oeste Paulista.
O movimento dos prefeitos teve adesão e apoio do prefeito de Rio Preto Valdomiro Lopes, que colocou-se à disposição dos colegas para defender a plataforma das associações.

Vários prefeitos presentes ao encontro propuseram que as entidades realizem protestos para sensibilizar o governo. “Não podemos esperar nem mais uma semana, ou quebraremos e nem sequer vamos conseguir arcar com a folha de pagamento”, defendeu o prefeito de Nálsamo, José Soler Pântano.

Ao final do encontro, os prefeitos apoiaram por unanimidade um conjunto de propostas que constará da Carta de Rio Preto, a ser apresentada ao congresso municipalista. Eis a s principais propostas:

PROPOSTAS

1 – Defender junto ao Governo Federal o repasse do FPM de abril sem cortes, de acordo com as projeções iniciais da Secretaria do Tesouro Nacional (STN);

2 - Defender junto ao Governo Federal uma compensação imediata aos municípios pela queda de arrecadação proveniente da redução do IPI sobre veículos novos e pela correção da tabela do IR. A arrecadação destes impostos que compõem o FPM vem caindo após a desoneração fiscal;

3 – Buscar apoio imediato para nossa luta na bancada paulista de deputados federais, independente de partidos;

4 – Interagir com associações de municípios de outros estados na defesa dos interesses comuns;


5 – A médio prazo, apoiar integralmente, no âmbito da reforma tributária, propostas que visem a aumentar a participação dos municípios no bolo da receita;

6 – Mobilizar prefeitos, através das associações de municípios, para levar ao Congresso da APM (Associação Paulista de Municípios) a insatisfação dos municípios com a queda dos repasses;

7 – Denunciar um paradoxo: com os programas de municipalização, os municípios são obrigados a assumir cada vez mais encargos enquanto a arrecadação enfrenta queda progressiva.

8 – Numa segunda etapa, realizar protestos caso o governo federal não se sensibilize com a situação das prefeituras.

9 – Retirar temporariamente a exigência de contrapartida de recursos municipais para realização de obras pelos governos estadual e federal nos municípios.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Estão abertas as inscrições para o FIT 2009


O FIT -Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto recebe até 24 de abril as inscrições de projetos nas categorias adulto, rua e para todos os públicos. A novidade desta edição é o aumento no número de apresentações de cada espetáculo que neste ano chega a quatro por grupo selecionado.

Para concorrer, as produções devem ser inéditas dentro do FIT. Os projetos serão selecionados por uma equipe curatorial do Festival, formada por especialistas. O Festival Internacional de Teatro acontece de 16 a 25 de julho.

A Secretaria Municipal de Cultura enviou mais de 2 mil fichas de inscrição às companhias teatrais de todo o país.

O FIT disponibilizará R$ 8 mil para cada produção e, a título de ajuda de custo, R$ 2 mil para o transporte para os grupos de localidade com distância mínima de 50 quilômetros de São José do Rio Preto.

A divulgação dos selecionados por área será no dia 15 de junho.

O regulamento do processo de seleção e a ficha de inscrição podem ser consultados no site http://www.festivalriopreto.com.br/

Patrocínio

Um dos principais patrocinadores do FIT, a Petrobras confirmou na última sexta-feira (20/3) sua participação no Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, que este ano chega a sua 9ª edição. A estatal garantiu R$ 480 mil ao evento. Além da Petrobras, o FIT já tem garantido também o patrocínio da Funarte - Fundação Nacional de Artes. O órgão, ligado ao Ministério da Cultura, anunciou que irá disponibilizar R$ 200 mil ao evento.

O rol de patrocinadores inclui também os governos do Estado, com R$ 250 mil, municipal, no valor de R$ 260 mil, Caixa Econômica Federal, no valor de R$ 150 mil, além SESC, co-realizador do evento, com R$ 500 mil.

segunda-feira, 23 de março de 2009

João Paulo: Mira - 2010; Alvo - 2012


Por muito pouco, João Paulo Rillo (PT), 31 anos, não foi eleito prefeito de São José do Rio Preto, em outubro do ano passado. Obteve 103.967 votos. Seu adversário Valdomiro Lopes (PSB) saiu vencedor com 109.145 votos. Em entrevista ao No Front, ele explica as razões de sua derrota. “O abuso do poder econômico, o terrorismo, a central de boatos que espalhava medo pela cidade, em especial a história de que eu perseguiria as igrejas evangélicas, e a compra de votos interferiram violentamente no resultado das eleições.”
Segundo João Paulo, o PT ingressou com recurso contra a expedição do diploma do prefeito Valdomiro por dois motivos: compra de sufrágios e abuso do poder econômico. O recurso encontra-se no TRE (Tribunal Regional Eleitoral).
Caso tivesse sido eleito, nos 100 primeiros dias, estaria delegando poderes para as secretarias mais estratégicas que precisam ter liberdade de ação, estabelecendo diálogo permanente com a população, em especial com a sociedade civil organizada, expondo as eventuais dificuldades e agregando segmentos importantes junto à administração, pois, ninguém governa sozinho. Um contraponto ao atual prefeito, que tem sido criticado por seus próprios auxiliares de ser centralizado.
Ocupando um cargo no Ministério do Turismo, João Paulo se prepara para disputar a eleição de deputado estadual, numa dobrada com o ex-prefeito Manoel Antunes. Leia abaixo a íntegra da entrevista.

No Front - João Paulo, depois das eleições municipais, você foi convidado para ocupar um cargo no Ministério do Turismo. Qual a sua função e que trabalho você desenvolve?
João Paulo Rillo -
Faço assessoria especial do ministro. Eu o auxilio e o acompanho em audiências com deputados, senadores, prefeitos e secretários de Estado, colaboro com a coordenação do Ministério na implementação de uma política nacional de turismo. Ajudo a organizar e acompanho a agenda do ministro no Estado de São Paulo. Recentemente, fui indicado para representar o Ministério na SASF (Subchefia de Assuntos Federativos), um órgão ligado à Presidência da República que integra todos os ministérios.

No Front - O que ganha Rio Preto e região com você no Ministério? Já conseguiu fazer alguma coisa pela cidade ou pela região nesse período?
João Paulo -
Muitas cidades da nossa região, inclusive Rio Preto, receberam investimentos do Ministério do Turismo nos últimos anos. O Ministério cumpre uma agenda nacional, portanto, não atende de maneira privilegiada nenhum Estado ou região. Contudo, tenho orientado e ajudado os prefeitos e agentes políticos da região que me procuram na elaboração dos projetos e pleitos de cada cidade. Em Rio Preto, abri diálogo com os organizadores do FIT (Festival Internacional de Teatro) e, se houver tempo e recurso, o Ministério irá participar desse evento pela primeira vez. Estamos estudando, juntamente com os organizadores, a possibilidade de estender o Festival para algumas cidades da região, o que justificaria ainda mais o caráter turístico do evento, divulgando e fortalecendo Rio Preto e região. Quero discutir com a Prefeitura de Rio Preto a pauta de reivindicações da Acirp (Associação Comercial e Empresarial), apresentada aos candidatos durante o processo eleitoral. Muitas reivindicações, como a revitalização do centro da cidade, a construção do centro de convenções, uma nova rodoviária e a estruturação do aeroporto, são temas perfeitamente possíveis de serem discutidos e encaminhados também pelo Ministério do Turismo. É preciso interesse do poder local para dar início a essa agenda.

No Front - O deputado Vadão Gomes anunciou uma verba de R$ 150 mil, que ele teria conseguido junto ao Ministério do Turismo, para o aniversário da cidade. Existe algum entrave entre você e a Prefeitura de Rio Preto para que o prefeito Valdomiro Lopes procurasse um deputado da base do governo para conseguir verba no Ministério?
João Paulo -
De maneira alguma, estou à disposição e aberto ao diálogo a qualquer tempo. Nossas diferenças políticas são infinitamente menores que os interesses de nossa cidade. Além do mais, o governo Lula age de forma republicana e sabe muito bem diferenciar as disputas eleitorais das relações institucionais entre governo federal e prefeituras. Agora, há uma coisa que é natural: o prefeito Valdomiro conversa melhor com quem tem identificação, com quem se sente à vontade.

No Front - Na disputa para prefeito, você fez mais de 100 mil votos e por pouco não foi eleito. Como você avalia esse início de administração do prefeito Valdomiro Lopes? João Paulo - Todo início de governo é difícil.Torço para o prefeito Valdomiro conseguir consolidar sua equipe, cumprir as promessas feitas aos eleitores e administrar com honestidade e competência.

No Front - Caso tivesse sido eleito, o que estaria fazendo nos 100 primeiros dias de governo?
João Paulo -
Estaria implementando nosso programa de governo, consolidando equipe, delegando poderes para as secretarias mais estratégicas que precisam ter liberdade de ação, estabelecendo diálogo permanente com a população, em especial com a sociedade civil organizada, expondo as eventuais dificuldades e agregando segmentos importantes junto à administração, pois, ninguém governa sozinho. Estreitaria os laços com o governo federal, pois, é lá onde estão os recursos para resolver os principais problemas da cidade, como a regularização dos loteamentos e a construção de uma nova rodoviária agregada ao centro de convenções. Buscaria recursos para fazer o contorno ferroviário e melhorar o transporte coletivo da cidade; formularia juntamente com os conselhos de direito e as instituições não-governamentais um plano de emancipação social para a população mais vulnerável, integrando cultura, esporte, educação e geração de emprego e renda e discutiria com os servidores da Saúde e o Conselho Municipal da Saúde a forma mais adequada para melhorar o atendimento e diminuir as filas nos postos. Nunca acreditei em rupturas drásticas e perseguições, isso só piora o quadro da saúde em Rio Preto. É necessário aproveitar as pessoas que entendem do riscado e pactuar a gestão, dividindo responsabilidades. Estabeleceria a mesa permanente de diálogo com o Sindicato dos Servidores, não apenas para discutir salário, mas principalmente o plano de cargos e carreira. Servidor confiante e satisfeito é sucesso administrativo na certa. Chamaria os auditores aprovados no concurso para fortalecer a Secretaria da Fazenda e aumentar a arrecadação do município, criando um plano de combate à sonegação. Bom, empolguei-me. A realidade objetiva da cidade é outra e eu não sou o prefeito. Cabe a mim ajudar no que for possível.

No Front - O PT elegeu Marco Rillo para a Câmara Municipal. O papel dele é ser oposição à atual administração?
João Paulo -
Como filho e cidadão rio-pretense, tenho orgulho em tê-lo novamente como vereador em nossa cidade. Ele está no terceiro mandato e desconheço um único gesto ao longo de sua atuação parlamentar que tenha atrapalhado a administração. Tenho certeza de que dessa vez não será diferente. Será um vereador independente, combativo e responsável com a cidade. Apresentará bons projetos e fiscalizará com altivez e competência a administração.

No Front - Você é candidato a deputado estadual. Como avalia as eleições do ano que vem, já que os candidatos a deputado federal José Carlos Vaz de Lima, Rodrigo Garcia, Edinho Araújo e o próprio prefeito Valdomiro Lopes deverão apoiar outros nomes na disputa por uma vaga na Assembléia Legislativa?
João Paulo -
Com naturalidade, estamos em campos opostos tanto no plano nacional como local. Defenderei a continuidade do projeto de desenvolvimento nacional implementado pelo governo Lula e uma mudança radical de gestão para o Estado de São Paulo. E eles defenderão o retorno dos neoliberais ao comando do País e a continuidade do caos estabelecido em São Paulo, que desmontou a educação pública e deu as costas às políticas sociais e de segurança. E temos nossas naturais diferenças político-ideológicas, sobretudo os valores da política e de ideologia.

No Front - Você fará dobrada com o ex-prefeito Manoel Antunes? A informação na cidade é de que ele estaria negociando seu ingresso no PV, partido em que teria mais chances de se eleger. Ainda assim haveria a dobrada?
João Paulo -
Independentemente do partido que o professor Manoel estiver filiado, sendo ele candidato a deputado federal existirá uma dobrada natural entre nós, defendida espontaneamente por uma parcela significativa dos eleitores, que já demonstrou isso nas ruas. Gostaria muito que ele ingressasse no PT, seria uma honra tê-lo em nossas fileiras. Respeitarei, entretanto, qualquer decisão que tomar.

No Front - João Paulo Rillo e Manoel Antunes deverão se enfrentar na eleição municipal de 2012?
João Paulo -
Meu maior patrimônio político não são os votos que obtive nas eleições que disputei na minha vida e sim as relações que construí ao longo dela. Minha relação com o professor Manoel é de respeito e de admiração, não tem espaço para deslealdade nem especulação. É uma relação madura e fraterna. Sou amigo do Manoel e acho legítimo seu sonho de voltar a ser prefeito de Rio Preto. Em 2012, conversaremos sobre isso com a maior lealdade e tranqüilidade possível. Garanto que estaremos juntos em Rio Preto e por Rio Preto.

No Front - João Paulo, olhando agora à distância, com a cabeça fria, por que você diria que não ganhou as eleições para a Prefeitura de Rio Preto, já que, faltando três dias para o segundo turno, as pesquisas indicavam sua vitória?
João Paulo -
Muitas coisas aconteceram na última semana e, juntas, foram determinantes para o resultado. Acredito que poderíamos ter respondido a alguns ataques que sofremos durante o segundo turno e não o fizemos. Decidimos que não iríamos fazer uma campanha de baixo nível e isso foi um acerto. Não deveríamos mesmo ter atacado, apenas explicado algumas coisas que não ficaram suficientemente claras. Meu desempenho no último debate poderia ter sido melhor, não fosse o desgaste e o cansaço que já me abatia. E, obviamente, o abuso do poder econômico, o terrorismo, a central de boatos que espalhava medo pela cidade, em especial, a história de que eu perseguiria as igrejas evangélicas, e a compra de votos interferiram violentamente no resultado das eleições. Essa avaliação não é uma peça de ficção criada pelo PT. Boa parte da cidade sabe do que estou falando.

No Front - Logo no início dos trabalhos no Legislativo, seu pai, o vereador Marco Rillo, teria dito durante uma sessão que seus adversários pegaram pesado para levar as eleições municipais. Ele disse inclusive que teriam procurado sua ex-mulher para dar depoimento contra você na propaganda eleitoral. Em campanha eleitoral, vale tudo? Nesta, especialmente, foi um vale-tudo?
João Paulo -
Para mim, não. Vale-tudo não ajuda no processo democrático. A disputa pode, sim, ter momentos de discussões mais acaloradas, que nunca devem chegar, entretanto, à falta de respeito pelo adversário e pela democracia. O Brasil e as pessoas pagam um preço muito caro por conta do vale-tudo.

No Front - O PT denunciou fraude nas últimas eleições municipais. Em que pé estão as investigações? Essas denúncias têm fundamento ou são coisas de quem não sabe aceitar a derrota?
João Paulo -
O PT ingressou com recurso contra a expedição do diploma do prefeito Valdomiro por dois motivos: compra de sufrágios e abuso do poder econômico. O recurso encontra-se no TRE. São dezenas de denúncias de irregularidade no pleito. As mais comuns são de compra de votos das mais variadas formas: compra de voto direta (aquela em que o eleitor é abordado para deixar de votar num determinado candidato para votar em outro), a indireta (aquela que o eleitor não aceita votar em outro candidato que não o dele, mas por dinheiro aceita a não votar no pleito - a famosa abstenção). Tivemos ainda as denominadas “pesquisas qualis", que de pesquisa não tinha nada, em que o eleitor se dirigia até um determinado local ouvia propaganda terrorista contra mim e ainda levava R$ 40,00 para casa. Foi uma forma de compra de votos qualificada. Isso tudo está nas mãos da Justiça.

No Front - Um rio-pretense – o secretário-chefe da Casa Civil, do Estado de São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira Filho - deverá ser o candidato a governador pelo PSDB. Em se confirmando a candidatura, como seria para você trabalhar contra um rio-pretense, já que o PT terá seu candidato? Aliás, o partido já tem um nome para ser o candidato a governador?
João Paulo -
Quero registrar meu respeito à história política do secretário Aloysio. No entanto, se ele for mesmo o candidato do PSDB, não irei trabalhar contra um rio-pretense e sim a favor de um projeto político para o Estado de São Paulo, muito mais avançado e justo do que o projeto implementado pelo PSDB. Considero ainda que as relações políticas não devem ter como princípio o bairrismo eleitoral, mas os princípios e valores das idéias e ideais políticos. Em relação ao nome do PT para o governo do Estado, será definido, utilizando os meios democráticos praticados pelo PT, se necessário for. Não acredito que haverá prévias. Escolheremos o melhor nome para a disputa de maneira mais tranqüila do que na eleição de 2006. Espero.

No Front - Para encerrar, na época da campanha, você atingiu o ápice da visibilidade, como num pós-BBB, transformou-se numa celebridade. Era assediado por onde ia. E agora? Sente falta?
João Paulo -
Essa coisa de se tornar celebridade não tem nada a ver com a política. Na maioria dos casos, a política não é vista com bons olhos pela maioria das pessoas e, mesmo sabendo disso, resolvi aceitar o desafio de ser candidato. Fico feliz que tanta gente tenha se identificado com as minhas idéias, isso é sinal de que muita gente ainda pode se aproximar da política, não necessariamente dos candidatos. Não me construí com mandato nem deixarei de fazer política por falta dele. Eu me construí como homem e agente político, militando na esquerda, na luta popular e ideológica, no combate à corrupção, ao abuso de poder e à concentração de renda. Esses são os valores que me guiam, essa crença me põe de pé todos os dias, e não a popularidade alcançada nas últimas eleições.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Rio Preto - 157 anos


Parabéns

Repensar o governo


O jornalista Alexandre Gama informa, em sua coluna no Diário da Região, que o prefeito de Rio Preto, Valdomiro Lopes (PSB), anda estressado “diante de tantos fatos negativos e desastrosos envolvendo seu nome e sua administração.” Ainda segundo a coluna, o prefeito disse que não consegue ler ou ver nada positivo em relação a ele e ao seu governo na imprensa e que, se nada mudar, vai fazer “um limpa” no 4º andar. Se Valdomiro não consegue ler nada de positivo nos jornais, a explicação é simples: seu governo não anda produzindo nada de positivo. Nesse caso, não adianta a assessoria de imprensa se descabelar para emplacar boas notícias nos veículos de comunicação. Elas não existem.

Em vez de ameaçar “um limpa”, o prefeito Valdomiro deveria repensar seu governo e tomar atitudes que revertam essa situação. A cidade não pode ficar abandonada. Não pode acumular sujeira, assistir ao mato tomar conta e constatar que suas vias foram transformadas em pistas de obstáculos repletas de buracos. Isso não poderia estar acontecendo e Valdomiro foi alertado sobre isso. Ele foi informado dos prazos dos contratos e das licitações antes de assumir.

E essa história de fantasma. Valdomiro Lopes não terá paz no governo se insistir em nomear o vereador Oscarzinho Pimentel (PPS) para o cargo de secretário municipal do Trabalho. Já deveria ter indicado outro nome e tirado o fantasma de sua companhia. Esse é um problema do Legislativo que Valdomiro está querendo trazer para o Executivo. Com criador de fantasma no governo, terá que fazer “um limpa” no 4º andar toda semana.

Prefeitura não é agência de turismo. Pega mal esse negócio de ocupantes em cargo de confiança ficar o tempo todo viajando às custas da administração. Viagens só devem ser feitas a trabalho e quando realmente necessárias.

Enfim, Valdomiro precisa reunir seus homens e mulheres de confiança. Criar uma agenda positiva. É preciso estar cercado de pessoas com sensibilidade, experiência e visão política. É preciso estratégia e evitar o desgaste desnecessário. Esse negócio de cercar frango não dá certo.

As metas de Valdomiro

Em seu artigo “Por uma cidade mais justa e feliz”, publicado na edição de hoje do Diário da Região, o prefeito Valdomiro Lopes aponta algumas metas de sua administração. “A implantação do Parque Tecnológico, a construção de uma nova rodoviária integrada a um grande centro de eventos e a construção do anel viário norte são algumas das metas que precisamos buscar. Os loteamentos não regularizados é um dos nossos maiores desafios. Já demos importantes passos, como a obtenção, junto ao governo do Estado, da liberação de R$ 40 milhões para ser aplicados na construção de novas estradas e recuperação das principais vias que passam por estes loteamentos. Vamos construir os primeiros equipamentos sociais como creches, áreas de lazer e centros comunitários, próximo a esses loteamentos. Precisamos melhorar nosso sistema de saúde, nossas escolas municipais e oferecer à nossa população mais opções de lazer, cultura e esportes. Queremos levar a todas as pessoas os serviços essenciais de saneamento básico e abastecimento. Precisamos melhorar a qualidade da pavimentação de nossas ruas, oferecer maior segurança e principalmente criar novas oportunidades de trabalho.”

Leia na íntegra o artigo do prefeito de Rio Preto, Valdomiro Lopes

quarta-feira, 18 de março de 2009

Aniversários


Rio Preto completa amanhã 157 anos. José Serra, 67. Quem quiser aproveitar o feriado para fazer média com o governador o telefone do gabinete é (11) 2193-8344. Ah! o photoshop na fotografia do governador é de responsabilidade de sua assessoria.

A agricultura no melhor caminho


Sergio Antonio Expressão

No início do ano, tomou posse o novo presidente da Codasp (Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo), Edinho Araújo, ex-prefeito de São José do Rio Preto. O ato aconteceu durante a reunião do Conselho Administrativo da empresa, presidido pelo secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, João Sampaio. A notícia não poderia ser melhor para os produtores rurais e prefeitos, principalmente, da nossa região. Edinho, além de capaz, é uma pessoa sensível e conhece como ninguém as necessidades do setor agrícola e dos pequenos municípios.

Vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do governo do Estado de São Paulo, a Codasp é uma empresa de engenharia que oferece obras e serviços de motomecanização e infraestrutura voltados à agricultura, ao agronegócio, ao desenvolvimento sustentado e à conservação do meio ambiente e dos recursos naturais renováveis (principalmente do solo e da água). Por ser uma empresa moderna, de economia mista, reconhecida por sua longa experiência, capacidade técnica no emprego de inovações tecnológicas e agilidade operacional no atendimento as suas demandas, tem entre seus clientes produtores rurais, prefeituras municipais, cooperativas agrícolas, secretarias de Estado e outros órgãos públicos (federais, estaduais e municipais).

Atualmente, uma das principais ferramentas para o escoamento da safra são as estradas rurais que atendem às propriedades agrícolas. Para que o produtor não tenha prejuízo, é preciso que elas estejam bem-conservadas e em boa condição de tráfego. É aí que entra a Codasp, com o projeto Melhor Caminho, cujo objetivo é conservar as estradas rurais (não-pavimentadas) de forma a preservar os recursos naturais. O Melhor Caminho também proporciona ao morador do meio rural o transporte seguro dos insumos e safras agrícolas, estimulando a produção e o acesso à educação, saúde, abastecimento e lazer dos centros urbanos, melhorando sua qualidade de vida.

Com toda uma gama de serviços, a Codasp é uma aliada do produtor rural. Sendo da nossa região, o seu presidente pode dar uma atenção especial ao nosso produtor, sem prejuízo das demais regiões atendidas pela empresa no Estado. Edinho sempre foi um homem aberto e receptivo. Tenho certeza que o companheiro, prefeito ou produtor rural que for procurá-lo, seja na presidência da empresa em São Paulo, seja no Centro de Negócios de São José do Rio Preto, que é o escritório da empresa localizado no bairro Romano Calil, será atendido da melhor forma possível. Da nossa parte, a Codasp sempre encontrará no Sindicato Rural de São José do Rio Preto um parceiro. Nossos objetivos são os mesmos: defender os interesses do produtor rural e lutar para o desenvolvimento da nossa região e do País.

É presidente do Sindicato Rural de São José do Rio Preto

terça-feira, 17 de março de 2009

Meningite está matando mais que em 2008


Antes de 2009 terminar o terceiro mês, a meningite já matou três pessoas em Rio Preto, num total de 47 casos já confirmados, sendo que uma quarta morte ainda está sob avaliação. Nessa proporção, podemos terminar o ano com aproximadamente 12 mortes, o dobro do ano passado, e mais de 200 casos confirmados, número superior aos 188, de 2008.

A quantidade de casos mostra-se mais preocupante que no ano passado. No entanto, não existe o mesmo alarde ou preocupação de outros tempos. A mobilização no dia de hoje é por causa de um servidor gazeteiro da Câmara de Rio Preto. As mortes por meningite não estão merecendo o mesmo engajamento.

É estranho. Em 2008, ano eleitoral, quando a cidade atingiu 70 casos, a Saúde iniciou a vacinação nos bairros mais atingidos. No ano passado, as clínicas que comercializavam vacina tinham filas todos os dias. O Ministério Público pediu vacinação em massa. A imprensa não poupou a Secretaria Municipal de Saúde, nem a estadual. A pressão da sociedade foi intensa.

O atual secretário de Saúde de Rio Preto, José Victor Maniglia, tem afirmado que a situação da meningite no município está controlada e que o número de casos e mortes deste ano não configura uma situação de surto. Por isso, não justificaria uma vacinação em massa, como também dizia o secretário da época, Arnaldo Almendros Mello.

O que mudou? Era ele quem estava errado ou descobriram que realmente a situação estava sob controle? Porque, agora, as mortes não geram protestos e corridas em busca da vacina. A imprensa assiste ao aumento de casos calmamente. Nada de editoriais, cenas histéricas na TV. Gente indo embora de suas casas, porque tinha vizinho com suspeita da doença. Enfim, é como se nada estivesse acontecendo.

Apenas o vereador Maurin Ribeiro (PCdoB) anda colhendo assinaturas para pedir a vacinação da população. Ninguém mais parece estar preocupado. Mas algo precisa ser explicado: quais os riscos dos números de casos e mortes continuarem crescendo nessa proporção? Se no início do ano estamos assim, como chegaremos ao final do ano? Realmente, justifica-se tanta tranqüilidade?

Tolerância zero

Esse comportamento me leva a questionamentos. Será que havia uma intolerância com o antigo secretário de Saúde e a administração municipal? Será que setores da imprensa que pautam os demais não tomaram os mesmos cuidados que estão tomando este ano? Será que o objetivo era derrubar o secretário Almendros? Será que a sociedade desistiu de reivindicar uma solução? Será que os procedimentos adotados pela saúde estavam todos corretos e somente agora se reconhece isso? Será que a questão não era de saúde pública e sim política?

Virando a página

Neste primeiro trimestre de 2009, a grande discussão da cidade é se um vereador mantinha, na legislatura passada, um funcionário gazeteiro e, se mantinha, qual a punição? A discussão se avolumou após o prefeito anunciar sua intenção de nomear esse vereador secretário do Trabalho.

Vamos aos fatos. Funcionário fantasma do Poder Público não é novidade. O senador Antônio Carlos Magalhães, ex-presidente do Senado Federal, mantinha uma. A mãe de um de seus netos, fruto de um relacionamento com o falecido deputado Luiz Eduardo Magalhães, recebia sem trabalhar e recebia muito bem. Muitas vezes, Poder Público é sinônimo de cabide de emprego.
Essa prática, condenável, vem de longe e precisa ter um fim.

Em Rio Preto, Oscarzinho Pimentel (PPS) não inovou. Cometeu um ato condenável e se comprovado precisa ser punido. Já se comprometeu com o Ministério Público a devolver R$ 51 mil que teriam sido pagos ao gazeteiro. Deve receber uma punição na Câmara (caso não termine em pizza), que obviamente não será a cassação de mandato e ponto final. A cidade tem temas mais importantes para que sejam debatidos.

Quanto à decisão do prefeito Valdomiro Lopes de nomear Oscarzinho para a Secretaria do Trabalho, essa é uma questão política. Legalmente, não há impedimento. De um lado, existe uma campanha para que Oscarzinho não ocupe o cargo e, de outro, a insistência de Valdomiro. Quem deve avaliar o que ganha e o que perde com essa nomeação é o prefeito. A decisão é dele.

Fedor nas feiras e terminais

Essa história de instalar banheiros químicos nas feiras e miniterminais urbanos pode terminar numa grande fedentina. A Câmara de Rio Preto vota hoje, em primeira discussão, dois projetos de lei de autoria dos vereadores Pedro Roberto (Psol) e Antônio Carlos Parise (PTB) que dispõem sobre o assunto. Banheiro público precisa de manutenção/limpeza constante. Caso contrário, é catinga na certa. Quem já precisou de banheiro químico sabe que após algum uso fica impossível utilizá-lo. É abafado e com o calor o fedor aumenta. Na prática, tem se mostrado inviável. Só é usado em caso de extrema necessidade. É preciso encontrar uma solução mais viável. A população merece mais.

AMA investe em assessoria de imprensa

O jornalista Mário Soler, ex-Semae, assumiu a assessoria de imprensa da AMA – Associação dos Municípios da Araraquarense. As mudanças já podem ser notadas. Hoje o blog recebeu as notícias abaixo.

AMA leva reivindicações da região ao governo do Estado


A diretoria da Associação dos Municípios da Araraquarense (AMA) será recebida em audiência nesta quarta-feira (18/03), às 14 horas, no Palácio dos Bandeirantes, pelo subsecretário responsável pelo relacionamento com os municípios, Rubens Cury, e pelo secretário-chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira Filho.

A presidente da entidade, Maria Ivanete Hernandes Vetorasso, prefeita de Guapiaçu, apresentará ao governador José Serra, em nome dos prefeitos associados, um conjunto de vinte reivindicações regionais de interesse do Noroeste Paulista.

Entre as solicitações estão obras rodoviárias de grande porte, obras de infra-estrutura para os municípios, financiamento para compra de veículos adaptados ao transporte de pessoas com deficiência, fortalecimento do Programa de Saúde da Família, liberação de ambulâncias para os municípios, entre outros.

"A prioridade da nova diretoria da AMA é o desenvolvimento regional como um todo. Temos 120 municípios filiados numa região com mais de dois milhões de habitantes. Precisamos pensar regionalmente e trabalhar as reivindicações que atendam à maioria dos municípios", afirma Maria Ivanete.

Os prefeitos da AMA darão apoio ao projeto do anel viário Norte em Rio Preto, que atenderá também a municípios vizinhos, ligando a BR-153 à Washington Luis. A conclusão da duplicação da rodovia Euclides da Cunha, a duplicação da Feliciano Sales Cunha até Poloni, e a construção de um novo trecho rodoviário de 6 km ligando a BR 153 à Assis Chateaubriand, próximo a José Bonifácio, são outras prioridades estabelecidas pela AMA.

A diretoria da AMA também pretende discutir a situação dos aterros sanitários com capacidade esgotada. Outra prioridade é a reforma de casas de Agricultura e a retomada do programa de pontes metálicas da Secretaria da Agricultura.

Nova diretoria

A nova diretoria da AMA tem a seguinte composição:

Presidente de Honra: Governador José Serra;

Presidente Benemérito: Valdomiro Lopes - Prefeito S.J. Rio Preto;
Presidente: Maria Ivanete Hernandes Vetorasso - Prefeita de Guapiaçú.
1º Vice-Presidente: Wanderley José Cassiano Sant´Anna - Monte Aprazível.
2º Vice-Presidente: Silvânia Maria dos Santos Munhoz - Turiúba.
1ª Secretária: Gislaine Montanari Franzotti - Potirendaba.
2º Secretário: José Paulo Delgado Junior - Taquaritinga.
1º Tesoureiro: José Soler Pantano - Bálsamo.
2º Tesoureiro: José Braz Alvarindo do Prado - Altair.

Conselho Fiscal:
José Antonio Abreu do Valle - Sebastianópolis do Sul.
José Luiz Pedrão - Cedral
Pedro José Brandão dos Reis - José Bonifácio

Suplentes:
Sávio Nogueira Franco Neto - Riolândia
Cátia Rosana Bórsio Cardoso - Itajobi
Nivaldo Domingos Negrão -

segunda-feira, 16 de março de 2009

Sem medo de fantasma

O prefeito de Rio Preto, Valdomiro Lopes (PSB), está irredutível na sua decisão de nomear Oscarzinho Pimentel (PPS) para a recém-criada Secretaria do Trabalho. Ele tem sido procurado por aliados na tentativa demovê-lo. A resposta que estaria dando é que não abandona companheiros e que a pressão da imprensa não determina suas decisões. Subentende-se então que fantasmas também não o assustam.

Tudo gravado

Jorge Menezes (DEM) e Dinho Alahmar (PSB) teriam passado por situações difíceis nos depoimentos ao promotor Sérgio Clementino, que investiga a barganha de cargos na Câmara de Rio Preto. Os dois, que trocaram sopapos no gabinete do prefeito, por causa de cargos na Câmara, tentaram negar as negociações. O que não imaginavam é que o promotor estava municiado com gravações, onde sem o menor pudor informavam que o motivo da briga teria sido a barganha de cargos. Falaram, falaram, mas não convenceram. Aliás, grande parte da imprensa de Rio Preto tem gravadas as revelações de barganha feitas pelo presidente Jorge Menezes.

sábado, 14 de março de 2009

Sabesp or not Sabesp

A coisa não vai ser fácil para o prefeito Valdomiro Lopes. O superintendente do Semae, Antônio José Tavares Ranzani, falou, depois negou e a Sabesp confirmou. Por onde anda o assessor do Semae, Mário Soler, para evitar essas confusões? Soler e Valdomiro sabem que trazer a Sabesp para Rio Preto é suicídio político/eleitoral. Portanto, a palavra Sabesp nunca deveria ter sido pronunciada pelo superintendente do Semae.
Leia abaixo os fatos.

Sexta-feira, 13 – Jornal Bom Dia
Rio Preto estuda entregar controle da ETE à Sabesp
Estatal estaria interessada em operar estação de tratamento de esgoto

O superintendente do Semae, Antônio José Tavares Ranzani, admitiu ontem que a autarquia rio-pretense pode entregar o controle da ETE (estação de tratamento de esgoto) à Sabesp.

A companhia estatal ligada ao governo de São Paulo pode firmar convênio com o Semae (Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto). “Já teve gente da Sabesp conversando conosco, inclusive sobre compra de materiais, mas não sabemos ainda como vai ser o controle”, afirmou Ranzani. “Como é uma empresa que está vendendo serviços, a conversa pode avançar”, disse Ranzani sobre a Sabesp.

Sexta, 13 - Nota Oficial - Prefeitura de Rio Preto


Nota Oficial 1

O prefeito Valdomiro Lopes nunca cogitou ou sequer considerou a possibilidade de transferir a operação da ETE -Estação de Tratamento de Esgoto para a Sabesp.
Secretaria de Comunicação

Nota Oficial 2

A superintendência do SeMAE -Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto de São José do Rio Preto nega categoricamente a intenção, ou mesmo a existência de estudos por parte da autarquia, de transferir o controle da ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) para a Sabesp, empresa de saneamento do governo do Estado de São Paulo.

O principal objetivo é recuperar o rio Preto e garantir que suas águas fiquem limpas. Esta será uma importante conquista para o nosso município.

O SeMAE é uma autarquia municipal responsável pelo serviço de abastecimento de água em quantidade e qualidade para a população, sendo ainda responsável pela coleta, afastamento e tratamento dos esgotos domésticos.

A missão do SeMAE é contribuir continuamente para a melhoria da saúde e qualidade de vida, prestando serviços de saneamento básico, atuando de forma sustentável, respeitando a população de São José do Rio Preto e o meio ambiente, baseado na ética e transparência de suas ações.
Antonio Ranzani - Superintendente do SeMAE

Sábado, 14 – Jornal Bom Dia
Sabesp confirma interesse em operar sistema da ETE
Gesner Oliveira confirma conversas com Semae para parceria com a estatal

O presidente da Sabesp, Gesner Oliveira, confirmou ontem, em entrevista ao BOM DIA, que a companhia estatal tem interesse em administrar o sistema de esgoto de Rio Preto. A Sabesp ficaria responsável pela operação da ETE (Estação de Tratamento de Esgoto).
Oliveira disse que ainda não houve “contato formal” com a prefeitura, mas admitiu a negociação. “Nosso superintendente Luiz Paulo tem mantido contato importante com a empresa de São José do Rio Preto, estimulando esse diálogo”, afirmou o presidente. Ele também afirmou que a “parceria” com Rio Preto será “muito positiva” em entrevista à rádio Metrópole.

Espetáculo rio-pretense Abis/OM participa de festivais em São Paulo e Goiânia



O espetáculo Abis/OM, que tem direção e atuação do rio-pretense Gerrah Tenfuss, foi selecionado para participar do 1º Festival Nacional de Teatro de Goiânia-Go e do Festival de Performances São Paulo/Ipiranga. As apresentações acontecem neste dia 14, em São Paulo e no próximo dia 2, em Goiânia.


Abis/OM é o resultado do trabalho de conclusão do curso de Artes Cênicas, da Universidade Estadual de Londrina-UEL. Ele investiga a dramaturgia dos estados corpóreos, ou seja, as possibilidades de transformação das condições psicofísicas do corpo. Segundo Tenfuss, o espetáculo está no limiar entre o teatro e a dança, utilizando os princípios de tempo e espaço do movimento artístico japonês butoh.


O diretor explica que a opção pelo butoh surgiu ao tomar contato com esses princípios em workshops e oficinas realizadas com o grupo Lume Teatro, de Campinas, Tadashi Endo, coordenador Mamu Butoh Center, da Alemanha e Yoshi Oida, ator da companhia de Peter Brook.


Abis/OM é um trabalho solo que busca, por meio de uma linguagem simbólica, silenciosa e contemplativa, descrever as trajetórias de um ser pelos labirintos e abismos da condição humana. A tese de Abis/OM, desenvolvida por Gerrah Tenfuss, faz parte do acervo da UEL.


Ele informa que Abis/OM é um termo de origem sânscrita que significa abismo. É a história do mito homem que se levanta do lodo da terra passando por aspectos animalescos até chegar à condição humana. Nessa condição, se depara com as inúmeras teorias do intelecto atingindo um clímax que o faz retornar a sua origem com a experiência do percurso.


Gerrah Tenfuss faz parte de uma nova geração de atores rio-pretenses, que investiu na formação acadêmica para desenvolver sua arte. Ele cita como parte desse grupo Janaina Ribeiro, Geovana Oliveira, Carol Faria e Bruno Cavalcanti. O diretor de Abis/OM está fazendo pós-graduação na Unicamp, em Semiótica e Análise da Imagem, com o objetivo de aprofundar o estudo da dramaturgia não-linear que o espetáculo adota.


Em seu currículo estão os espetáculos Oblique – A Relatividade de uma Reta, O Avarento, Alice, O Palhaço Era Meu Tio, Concerto para Berrantes e o Pesa-nervos. Gerrah Tenfuss, que também é músico, teve uma participação especial no espetáculo Paraíso Perdido, da Cia Teatro da Vertigem, no Festival Internacional de Teatro de Rio Preto, em 2003.


Ficha Técnica: Concepção, direção e atuação: Gerrah Tenfuss. Produção: Daiane Baungartner. Fotografias: Carolina Alvim. Duração: 40m. Faixa Etária: 14 anos. Gênero: teatro/dança.

V Festival de Apartamento/ Performance Art




O conceito de Apartment Festival foi cunhado pelos neoistas nos anos 80 como uma forma de realizar eventos de Performance Art em escala internacional nas próprias moradias dos artistas, sem a necessidade de recorrer aos órgãos oficiais (HOME, Stewart. Assalto à Cultura, Conrad, 1999). Basicamente, para realizar um Festival basta um local, uma intenção e artistas interessados em apresentar e assistir performances.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Swift - Nosso Centro de Eventos


O presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, João Roberto Antonio, discute uma questão importante em artigo publicado no Diário da Região (12/3): a construção de um centro de eventos em Rio Preto. Há anos, esse tema vem sendo debatido e não sai do papel.
Na gestão do professor Manoel Antunes, foi construído o Centro Regional de Eventos. Na realidade, um ginásio de esportes subaproveitado na cidade. Com uma série de problemas estruturais e mal planejado, a obra inviabiliza a realização de grandes eventos. Não tem refrigeração. Não tem acústica. Não tem conforto. Nem as instalações necessárias para um congresso, por exemplo.
Atualmente, o Recinto de Exposições Alberto Bertelli Lucatto vem suprindo a carência de um centro de eventos. Ali, estão sendo realizados shows, palestras, encontros, exposições e diversas atividades. Porém, muitas de forma adaptada e sob o risco de intempéries climáticas. O secretário municipal de Agricultura, Moacyr Seródio, teve a percepção que o espaço pode ser melhor aproveitado. Ele já trabalha para fazer algumas adequações necessárias.
A cidade também abriga o complexo Swift. No final do ano passado, o ex-prefeito de Rio Preto Edinho Araújo assinou o contrato para a reforma e restauração da Swift. A obra, orçada em R$ 7,5 milhões, deveria ser concluída no prazo de sete meses a partir da assinatura da ordem de serviço. Seria a primeira das duas etapas em que está dividido o projeto que prevê a transformação da Swift num centro de educação e cultura. O orçamento total ultrapassa os R$ 14 milhões. O contrato assinado pelo ex-prefeito englobava parte da estrutura elétrica e hidráulica, além da construção, num dos galpões, de um teatro/auditório com capacidade para 1.020 lugares.
O projeto prevê ainda a construção de outro teatro, de 400 lugares (que terá a capacidade de se dividir em até quatro salas de 100 lugares), restaurante, um grande salão de feiras e eventos (a ser instalado no graneleiro), estacionamento para mil veículos e um espaço para abrigar o Arquivo Público.
Pode estar aí a solução para um centro de eventos. Solução que faz parte das promessas do prefeito Valdomiro Lopes, que, em troca do apoio do ex-prefeito Edinho Araújo, se comprometeu a dar continuidade em suas principais obras. Infelizmente, o projeto está parado.
Nos últimos oito anos, a Swift abrigou uma série de eventos, principalmente, na área cultural, como o Festival Internacional de Teatro, a Bienal do Livro, a Universidade Livre das Artes. Com a reforma prevista, poderá abrigar feiras e congressos.
Rio Preto tem vocação para o turismo de negócios, científico, empresarial, de entretenimento, cultural e rural. É preciso melhorar a infra-estrutura da cidade como diagnosticou o doutor João Roberto Antonio, mas não podemos abrir mão dessa saída.
O melhor exemplo a ser seguido é o de Joinville, onde foi construído o Centreventos Cau Hansen.

Joinville apostou em centro de eventos










Construído para abrigar eventos de grande porte, o Centreventos Cau Hansen é a primeira arena multiuso da América Latina. O local suporta eventos dos mais variados públicos e modalidades, desde shows a eventos esportivos, e é a atual sede do famoso Festival de Dança de Joinville.
Localizado no Centro de Joinville, com capacidade para 140 mil pessoas em 25 mil m2 de área total, composta pelo Teatro Juarez Machado e pelo Expocentro Edmundo Doubrawa, o Centreventos ainda possui três salas multiuso de 300 m2 cada. No local, também funcionam espaços permanentes, como a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, a primeira escola de dança do Balé Bolshoi fora da Rússia.
A escola atende a crianças de 22 Estados do Brasil que sonham ser bailarinos. Com um elevado padrão de excelência na área, o Bolshoi é reconhecido como a melhor instituição de dança clássica do mundo.
Construído especialmente para eventos culturais e de negócios e pequenas feiras, o Expocentro Edmundo Doubrawa é um grande pavilhão de 4.051,54 m² com capacidade para 15 mil pessoas ao lado do Centreventos Cau Hansen, no Centro de Joinville.
Palco de apresentações da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, de músicos, de bailarinos e de atores, o teatro, com capacidade para 500 pessoas, foi criado em 2001 em homenagem ao artista plástico de Joinville Juarez Machado. Uma das grandes obras dele – O Grande Circo – até mesmo colore a fachada do Centreventos Cau Hansen, anexo ao teatro. No complexo, também funciona o Convention Bureau de Joinville, um dos mais organizados e atuantes do País.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Confirmada



A senadora Kátia Abreu, presidente da Confederação Nacional da Agricultura, confirmou presença em Rio Preto pessoalmente ao presidente do Sindicato Rural, Sérgio Expressão, durante encontro, no último final de semana, no Piauí

R$ 500 mil para festa

O jornal Dhoje informa que serão gastos R$ 500 mil nas comemorações do aniversário de Rio Preto. Desse total, R$ 150 mil são da Prefeitura, R$ 200 mil da AmBev e R$ 150 mil do Ministério do Turismo. Segundo a coluna “Bastidores”, do Bom Dia, o dinheiro do Ministério teria sido obtido graças à atuação do deputado Vadão Gomes. A maior parte do dinheiro será gasta nos shows no Recinto de Exposições. A festa vai contar com a presença do cantor Eduardo Costa, com a animação de trio elétrico e shows promovidos pela Nativa FM. A administração Valdomiro Lopes vai mostrando ter optado pela linha de eventos populares. Primeiro, foram os bailões de Carnaval, no Júpiter Olímpico. Agora, são os shows de portões abertos no Recinto da Expo. Tudo para a alegria do rio-pretense. Ah, não vai aparecer nenhum vereador para dizer que com esse dinheiro daria para construir tantas creches, tantas casas, tantas...?

R$ 100 milhões em caixa

Quem estiver preocupado com os R$ 500 mil que serão gasto na festa pode ficar tranqüilo. Roberto Toledo, em sua coluna no Bom Dia, adianta que a Prefeitura de Rio Preto tem R$ 100 milhões em caixa.

Emergência

Dessa vez, a juíza Tatiana Pereira Viana, da 2ª Vara da Fazenda Pública, suspendeu o contrato de R$ 358,2 mil que a Prefeitura de Rio Preto mantinha com a Companhia de Petróleo Ipiranga para o fornecimento de 360 mil litros de álcool combustível. Para que a Prefeitura não corra o risco de parar a frota, ela autorizou a convocação da segunda colocada na licitação. Solução encontrada pela administração: mais um contrato emergencial.

Independente Futebol Clube?

O prefeito Valdomiro Lopes (PSB) começa a se preocupar com a postura de alguns vereadores considerados da base aliada. Jorge Abdanur (PSDB), Dinho Alahmar (PSB), Antonio Carlos Parise (PTB) e Walter Farath (PR) anunciaram que não embarcam no “projeto pizza”. Eles vão votar contra o projeto de resolução que anula os atos do presidente do Conselho de Ética, Marco Rillo, que abriu investigação do assessor fantasma no gabinete de Oscarzinho Pimentel (PPS). Os quatro vereadores têm mantido, até o momento, uma linha independente na Câmara. Além desses quatro, fazem oposição a Valdomiro os vereadores Maurin Ribeiro (PC do B), Marco Rillo (PT) e Pedro Roberto (Psol). Daqui a pouco, o Executivo rio-pretense perde o controle do Legislativo. Nessas horas, um articulador faz falta.

Solução caseira

Valdomiro anda procurando um articulador político longe de Rio Preto. Perda de tempo. Tem à sua disposição dois bons nomes: Moacyr Seródio e Carlos de Arnaldo.

Fantasma continua assombrando

Secretaria do Trabalho e fantasmas. Valdomiro Lopes jamais imaginou um casamento desse e o desgaste que provocaria. A coisa anda tão esquisita que até o banheiro do gabinete do prefeito tem servido de esconderijo para o vereador Oscarzinho Pimentel. O blog já deu sua opinião. Caso tivesse se preocupado com a Secretaria da Juventude, conforme prometeu na campanha, não estaria nessa enrascada.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Presos acusados de pedofilia serão trazidos para Rio Preto

Um médico, o filho de um empresário e um usineiro são acusados de fazer parte do grupo que atua no Brasil. Os presos deverão ser trazidos à cidade para que sejam ouvidos.

Veja o vídeo do Jornal Hoje

Polícia faz operação contra pedofilia em Rio Preto e Catanduva; 2 já foram presos


Duas pessoas – o filho de um empresário na capital e o funcionário de uma usina em Catanduva -- foram presas na manhã desta quarta-feira, acusadas de pedofilia. A operação é feita nas cidades de Bauru, São José do Rio Preto, Catanduva e em São Paulo. Ao todo, 20 mandados de busca e apreensão devem ser cumpridos. Outras duas pessoas são procuradas.
A operação foi desencadeada pelo Ministério Público Estadual de São Paulo em parceria com a CPI da Pedofilia. Na capital, um empresário da zona leste é procurado sob acusação de pedofilia. Cerca de 20 promotores de Justiça dos 12 núcleos do Gaeco no Estado e integrantes da CPI da Pedofilia participam da ação.

Catanduva

Pelo menos quatro pessoas foram presas no mês passado depois de passarem por sessões de reconhecimento com dez crianças, em Catanduva. Elas são acusadas de participar de uma rede de pedofilia que abusou de cerca de 40 crianças dos bairros Jardim Alpino e Cidade Jardim. A investigação sobre os crimes começou com a prisão de um homem de 47 anos e de seu sobrinho, de 19 anos.

Fonte: O Estado de São Paulo

sábado, 7 de março de 2009

Centenário do Silva – 128 telas





Ver todas as fotos

No próximo de 12, José Antônio da Silva completaria 100 anos. A Prefeitura de Rio Preto, em parceria com o Riopreto Shopping, realiza de 12 a 21, a exposição “Centenário de Silva”. O evento acontece na Praça III do shopping e contará com 28 telas “inéditas” do artista. As obras foram cedidas por colecionadores. A abertura será feita pelo escritor, jornalista e autor do livro "Silva: Quadros e Livros - Um Artista Caipira", Romildo Sant'Anna, que irá proferir a palestra "José Antônio da Silva: O Centenário do Silva".

Em Rio Preto, o público também pode apreciar a genialidade de Silva em outros locais. No Museu de Arte Primitivista-MAP, localizado no Centro Cultural “Daud Jorge Simão”, estão expostas 67 telas. No Museu de Arte Naif, na rua Saldanha Marinho, 3125 ( esquina com a Voluntários de São Paulo), existem 15 painéis. Na Capela do Santíssimo, na Igreja da Redentora, termos 18 telas que retratam a Via Sacra na visão artista. No total, o público poderá entrar em contato com 128 telas de Silva.

No MAP também estão expostos 26 objetos fotográficos impregnados de óleo sobre tela, com forte influência da Pop Art, além de objetos históricos coletados por Silva.

Biografia
Leia a biografia de José Antônio da Silva escrita pelo professor-doutor Romildo SantÁnna.

Restaurações
Em 1980, foi inaugurado o Museu de Arte Primitivista José Antonio da Silva. Em 1999, com a interdição do Centro Cultural, as telas de Silva foram depositadas nos porões do Teatro Municipal de Rio Preto, onde permaneceram até março de 2001. Naquele ano, a Secretaria de Cultura de Rio Preto restaurou várias telas do artista que encontravam-se danificadas. Muitas telas estavam rasgadas, raspadas, algumas com a tinta óleo descolando por falta de conservação e outras destruídas pela ação de leigos e pessoas despreparadas que tentaram intervir nas telas. Valdrix, aluno e discípulos de Silva, foi o responsável pelo restauro, que teve a supervisão do professor-doutor Romildo Sant’Anna. “Foi uma iniciativa corajosa e necessária”, declarou o secretário de Cultura na época, Ruy Sampaio.

Em 2004, a Secretaria Municipal de Cultura abriu a licitação para a restauração de 15 pinturas murais de José Antônio da Silva localizada em uma sala da antiga Biblioteca Municipal, atual Museu de Arte Naif. O trabalho foi realizado pela restauradora Luciana Bonadio. “Era reivindicação antiga da comunidade, nossa obrigação e um compromisso da Secretaria de Cultura”, declarou o ex-secretário Ruy Sampaio.

sexta-feira, 6 de março de 2009

San Remo, o point do poder


Passados 60 dias, o prefeito Valdomiro Lopes (PSB) decidiu finalmente reunir o secretariado para uma conversa. Como todos sabem a administração anda batendo cabeça. O encontro foi realizado ontem à noite. O prefeito fez uma explanação sobre seu governo e o secretário de Planejamento, Orlando Bolçone (PPS), a exemplo do que fazia na administração anterior, apresentou as metas do governo para 2009. Como não poderia deixar de ser, tudo acaba em pizza. A reunião terminou na San Remo, local que já foi point político do ex-prefeito Edinho Araújo. Ele mora a 50 metros da pizzaria. Coincidência?

Mato toma conta da praça Rotary



O que está acontecendo com o secretario de Serviços Gerais, Paulo Paulera (PP)? Ele, que sempre foi tão zeloso com a cidade, parece que relaxou. A praça Rotary, localizada na avenida José Munia, foi tomada pelo mato. A via liga a avenida Alberto Andaló ao bairro Vivendas, na zona sul. O que deveria ser um local de contemplação e lazer, transformou-se num criadouro de animais peçonhentos.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Para Régis, é preciso uma reciclagem ética

O deputado federal Regis de Oliveira (PSC) foi o único político da região de Rio Preto a participar da reunião que criou a frente anticorrupção. Em entrevista ao blog No Front, no dia de hoje, ele fala que é preciso uma reciclagem ética no país. Segundo ele, a transparência é o caminho para combater a corrupção que atinge todas as instâncias do poder. “Defendo que todas as despesas de deputados e senadores sejam públicas.” Régis disse que irá debater o tema em Rio Preto e região. Ele informou que o debate deverá chegar nas universidades, órgãos públicos e entidades não-governamentais. “Não podemos virar as costas para a mínima infração ética, de quem quer que seja.” Leia abaixo a entrevista de Régis ao No Front.

No Front - Deputado Regis de Oliveira o senhor é um dos fundadores da frente anticorrupção. Para o senhor, a corrupção é mal que atinge todas as instâncias do Poder Público, por isso a necessidade de se formar uma frente para combatê-la?
Régis de Oliveira -
A corrupção é uma mal que está praticamente em todos os lugares, todos os poderes, todas as instâncias de poder. É importante que se faça, não digo uma frente, mas que um grupo de pessoas responsáveis pelo país possa se debruçar sobre as causas da corrupção e formular caminhos para resolvê-la. O grande problema é a transparência do poder público.

No Front - Qual é o papel da frente e quais as ações que irá tomar de imediato?
Régis -
Nós vamos bater no começo na transparência. Transparência começa pelo voto aberto no Poder Legislativo, o voto tem de ser explicitado. Também todas as contas, todas as notas, todas as despesas, tudo isso tem de ser o mais claro possível.

No Front - Como envolver a sociedade civil numa luta contra a corrupção no país?
Régis -
Ficou acertado fazer viagens pelo país afora, visitando universidades, os órgãos políticos dos estados, os governadores, o Judiciário, o Ministério Público e entidades não-governamentais que tem ligação com esse problema. A partir daí, colecionando dados, vamos apresentar alguma proposta concreta ao país.

No Front - O senhor pretende desenvolver alguma ação na região de Rio Preto? Palestra, encontro, manifestação, etc.
Régis -
Claro que nós vamos marcas algumas passagens por Rio Preto. Vamos realizar algumas palestras, não para tratar especificamente deste assunto, mas o assunto vai ser tocado também, vai ser tangenciado. Não queremos personalizar qualquer tipo de acusação. O problema é cultural e temos que mudar essa cultura.

No Front - O senhor defende a abertura total das notas fiscais de deputados e senadores, apresentadas para justificar os R$ 15 mil a que cada congressista tem direito a título de verba indenizatória, inclusive as passadas? Esse é um primeiro passo na luta contra a corrupção?
Régis -
É claro que eu defendo que todas as despesas de deputados e senadores sejam públicas, com CNPJ e identificação da empresa. Não que isso seja o primeiro passa na luta contra a corrupção, isso é obrigação do político, do agente público, em qualquer instância. O Judiciário tem de ter suas contas abertas, o Legislativo e o Executivo também, salvo aquilo que seja estritamente de interesse nacional, da segurança nacional. É o que está no artigo 37 da Constituição da República, o princípio da publicidade e da transparência. Não há nada que possa ser escondido da apreciação da população, que é a destinatária de todas as nossas ações.

No Front - A maior parte dos membros da frente faz parte dos partidos de oposição ao governo Lula. A frente é de oposição ao governo?
Régis -
Não há essa exclusão dos partidos de situação. Em reuniões que temos feito participam todos os partidos.

No Front - Por que a frente não conta com deputados do PT?
Régis -
Não tem ninguém do PT porque o PT ainda não foi convidado. Vai ser com certeza, não o PT como partido, mas alguns integrantes do Partido dos Trabalhadores. Não há nenhuma resistência em tê-los. No grupo, existem pessoas do PMDB que é da base do governo. Eu mesmo sou da base do governo. Não há esse clima de oposição e situação. O plano é suprapartidário. É absolutamente isento de cor política ou cor partidária.

No Front - É possível melhorar o padrão de qualidade na política brasileira?
Régis -
É claro que a partir daí você pode melhor e muito a vida política brasileira, o padrão de qualidade da política brasileiro. De que forma, primeiro é pensar, como fez Jarbas Vasconcelos no seu discurso no Senado, numa modificação política da sociedade. Você tem de pensar em reforçar os partidos, eliminar partidos pequenos que só servem de troca, de câmbio. Proibir as coligações nas eleições proporcionais. Deve haver o financiamento público de campanha para evitar compromisso de deputados com bases financeiras, econômicas. Claro que é possível mudar o padrão de qualidade da política brasileira. Eu suponho uma reciclagem ética de todos. Precisamos solucionar os pequenos problemas que não podem acontecer. Não podemos virar as costas para a mínima infração ética, de quem quer que seja.

No Front - Segundo o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), o exercício da política se transformou num balcão de negócios. Como interromper essa lógica?
Régis -
É possível que haja realmente um grande balcão de negócio, isso passa pela ocupação de cargos. A partir da hora que você fortalece o partido político, você não precisa de cargos. Para interromper essa lógica da barganha é preciso fortalecer o partido. O partido tem de participar. O partido que é importante.

No Front - Ainda é possível acreditar que existe político honesto?
Régis -
Claro que é possível. Eu convivo aqui no Congresso com gente da mais alta qualidade, do mais alto nível.

No Front - Finalmente, o senhor acredita que essa frente vai ganhar força, respaldo da sociedade e mudar os costumes políticos no país?
Régis –
O objetivo do nosso movimento é pela transparência. Se você faz a transparência, não tem como esconder nada. Se você não esconde, tem de prestar contas daquilo que você faz. A partir daí, você pode chegar num político honesto, num grupo honesto, que possa mudar a face da política no país.

Imagem negativa

O governo do prefeito Valdomiro Lopes começa a acumular uma série de notícias negativas. A Secretaria de Trânsito não tem tinta para fazer a sinalização de solo. A Secretaria de Serviços Gerais não tem pessoal para cortar o mato e fazer o serviço de tapa-buraco. As obras estão paralisadas. O Parque Ecológico da Zona Norte está abandonado. A licitação do radar está emperrada. Seguro não cobre prejuízo com furtos no Trem Caipira. Fantasma impede a criação da Secretaria do Trabalho. Secretários não falam a mesma língua do prefeito. Vereadores considerados da situação passam a fazer oposição. Câmara já fala em criar CPI. Secretaria da Finança contradiz prefeito e diz que ele recebeu a prefeitura com superávit. Vereadores trocam soco no gabinete. A devassa no contrato da merenda caiu no esquecimento. Secretário dos Esportes ameaça abandonar o cargo. MP vai à Justiça para eliminar 215 cargos de confiança na Prefeitura. Prefeitura cancela desfile das escolas de samba. Cidade tem este ano 35 casos confirmados de meningite. Duas pessoas morreram este ano devido à meningite. Polícia apura negligência médica em UBS. 320 pessoas não recebem leite da Prefeitura. Etc. É preciso fazer algo imediatamente. A imagem do governo começa a ficar comprometida.

Ordem na casa

O prefeito Valdomiro Lopes sabe que a administração não anda bem e que o prazo de tolerância da imprensa nos 100 primeiros dias está se esgotado. As cobranças serão cada vez maiores. O governo está desarticulado e o procurador do município, Luiz Tavolaro, está sobre carregado. Para tentar por ordem na casa Valdomiro tenta atrair José Luiz Alves, homem de sua confiança. Uma segunda opção seria o diretor administrativo-financeiro da CDHU, Manoel de Jesus Gonçalves. As negociações estão difíceis, os dois já disseram não no passado.

50% de desconto

O Sindicato dos Servidores Municipais de Rio Preto entregou ontem ao prefeito Valdomiro Lopes (PSB) pedido de reajuste de 11,40% nos salários dos funcionários da Prefeitura. Valdomiro deve aceitar ou chegar próximo. Ele sabe que para fazer a máquina da prefeitura funcionar precisar conquistar os servidores. Nada melhor que pagar o que eles estão pedindo. Ainda mais depois do desconto de mais de 50% que o sindicato deu em relação ao que pedia para o prefeito Edinho Araújo.

Episódio vergonhoso

Durante a realização dos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, os pugilistas Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux conseguiram burlar a vigilância e foram se esconder em Cabo Frio. A escapada durou cerca de duas semanas.
Capturados por determinação do ministro da Justiça, foram colocados num avião enviado especialmente da Venezuela, e deportados para Havana em um prazo recorde de três dias.
A onda de protestos aqui, encorajou o ministro a emitir uma série de explicações fantasiosas e esfarrapadas sobre esse vergonhoso episódio, cuja tentativa era claramente a de confundir e nunca de esclarecer.
Eu resumo aqui a minha opinião sobre o que de fato aconteceu nesse episódio:
Os atletas fugiram.
A vigilância da delegação liga pra Cuba:-- e agora coma andante?
-Desliga e deixa que eu resolvo daqui em poucos minutos.
Continência.
-- Alô “cumpanhero” Lula ! Quero os dois meninos de volta pra casa em três dias.
-Pois não “cumpanhero” Fidel, você sabe que aqui você manda... só que pra ir num avião meu, hummmm... vai pegar mal... não vai dar pra disfarçar, mas deixa que eu ligo pro Hugo agorinha que fica tudo resolvido.
-Blz! Muchas gracias.

Texto de Héstia Maciel

quarta-feira, 4 de março de 2009

Régis participa da frente anticorrupção

Régis de Oliveira (PSC) foi o único deputado federal da região de Rio Preto que participou do encontro inaugural da frente parlamentar anticorrupção que está sendo criada no Congresso.
Segundo o Blog do Josias, o nome provisório da frente é MPT (Movimento pela Transparência).
A cobrança da Frente não ficará restrita ao Legislativo. Decidiu-se estender a briga por mais transparência também ao Executivo (União, Estados e municípios) e ao Judiciário.
A frente vai dispor também de um site na internet. Pretende-se que o movimento ultrapasse os limites do prédio do Congresso. Planeja-se, por exemplo, realizar debates em universidades. De novo, tenta-se envolver a sociedade, instando-a a participar da pressão por mudanças.
Presente à reunião, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) disse que tentará atrair para o movimento algo como seis senadores. Entre eles Tasso Jereissati (PSDB-CE), Cristovam Buarque (PDT-DF), Pedro Simon (PMDB-RS) e Demóstenes Tores (DEM-GO).
Entre os deputados que participam da Frente estão: Mendes Thame (PSDB), Vanderlei Macris (PSDB), Paulo Renato (PSDB), Emanuel Fernandes (PSDB), Carlos Sampaio (PSDB), Arnaldo Jardim (PPS), Dimas Ranalho (PPS) e Régis de Oliveira (PSC).

Senado virou "atravessador de verbas"

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) disse ontem, em discurso que parou o plenário do Senado, que o Parlamento virou um "mero atravessador de verbas públicas" e que o quadro político está "degenerado" porque o que se busca hoje são apenas cargos.
Ele citou a recente tentativa de mudança no comando do fundo de pensão Real Grandeza, de Furnas, como exemplo de interesses escusos, e disse que não precisaria apontar nomes de corruptos porque "eles vêm à tona, quase que diariamente".
Jarbas cobrou do governo uma auditoria no fundo.Embora tenha citado a disputa pelo comando de Furnas, de interesse do PMDB, Jarbas não atacou diretamente o partido como fez em entrevista recente à revista "Veja". À publicação ele disse que "boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção".
Suas críticas, desta vez, foram generalizadas para todos os políticos e o governo do presidente Lula.A substituição no fundo foi abortada pelo Palácio do Planalto depois de protestos de servidores de Furnas. "As pessoas se agarram aos cargos como mariscos no casco de um navio, não caem nem nas maiores tempestades", disse.
Ao líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL), que acompanhou o discurso no plenário, Jarbas disse que ele tomou uma atitude "mesquinha" quando o afastou da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) sem consultá-lo e que não aceitava participar de nenhuma outra. Pela comissão passam todos os projetos e são julgados recursos de decisões tomadas pelo Conselho de Ética. Renan ouviu calado.
Sobre o presidente do Senado, José Sarney, que não ficou no plenário para acompanhar o discurso, Jarbas afirmou que não acrescentaria críticas. "O que tinha de dizer sobre o presidente da Casa e o líder do partido já disse, seria mesquinho e pequeno se acrescentasse mais detalhes." Senadores de oposição e do governo respaldaram o discurso e defenderam mudanças no sistema político.

Fonte: Folha de S. Paulo

Pronunciamento de Jarbas no Senado

Veja o vídeo.


Comunicação.

Comunico a Vossa Excelência que declino das indicações feitas por parte da Liderança do PMDB para compor a Comissão de Relações Exteriores, Comissão de Educação e Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, como membro titular, e para a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo, CDR, como membro suplente.

Nem mesmo na ditadura tive meus direitos políticos cerceados, apesar de combatê-la diuturnamente.

Agora, em pleno regime democrático, que tive a honra de ajudar a construir, sou impedido de exercer o meu mandato em sua plenitude, frustrando os milhares de pernambucanos que me confiaram a sua representação.

Leia aqui o discurso na íntegra.

O PMDB é corrupto

Entrevista: Jarbas Vasconcelos à Revista Veja

Senador peemedebista diz que a maioria dos integrantes
do seu partido só pensa em corrupção e que a eleição de
José Sarney à presidência do Congresso é um retrocesso

Otávio Cabral


A ideia de que parlamentares usem seu mandato preferencialmente para obter vantagens pessoais já causou mais revolta. Nos dias que correm, essa noção parece ter sido de tal forma diluída em escândalos a ponto de não mais tocar a corda da indignação. Mesmo em um ambiente político assim anestesiado, as afirmações feitas pelo senador Jarbas Vasconcelos, de 66 anos, 43 dos quais dedicados à política e ao PMDB, nesta entrevista a VEJA soam como um libelo de alta octanagem. Jarbas se revela decepcionado com a política e, principalmente, com os políticos. Ele diz que o Senado virou um teatro de mediocridades e que seus colegas de partido, com raríssimas exceções, só pensam em ocupar cargos no governo para fazer negócios e ganhar comissões. Acusa o ex-governador de Pernambuco: "Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção".

Leia a entrevista na íntegra.

terça-feira, 3 de março de 2009

2012 já começou


A administração do prefeito Valdomiro Lopes (PSB) nem completou 100 dias e a movimentação nos bastidores da sucessão municipal de 2012 está acelerada. O convite feito pelo presidente do PV, Cacau Lopes, para o ex-prefeito Manoel Antunes se filiar ao partido é mais um lance na disputa pela Prefeitura de Rio Preto.

Em princípio, a cidade tem quatro candidatos definidos: Valdomiro Lopes (PSB), Edinho Araújo (PMDB), Manoel Antunes (ex-PSB) e João Paulo Rillo (PT). O único com mandato é o atual prefeito. Por isso, os demais deverão disputar as eleições do ano que vem. Político sem mandato é como general sem exército. Todos sabem disso.

As estratégias são simples. Valdomiro é obrigatoriamente candidato à reeleição. Não disputar a eleição de 2012 é reconhecer antecipadamente que não foi um bom prefeito para a cidade. Para vencer, precisará que sua administração esteja bem avaliada. Tem 3 anos e 8 meses pela frente para provar que foi merecedor dos votos da maioria dos rio-pretenses.

Edinho Araújo ingressou no PMDB. Assumiu a presidência da Codasp e é coordenador da campanha a governador de Aloysio Nunes Ferreira Filho (PSDB). Vai disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Deve sair com uma boa votação de Rio Preto e obter o restante dos votos necessários na região, onde sempre foi bem votado. Eleito deputado, aumenta sua munição para a disputa municipal.

Manoel Antunes também precisa de mandato. Recebeu convite para ingressar no PT. Mas ele sabe que para se eleger deputado federal pela legenda de Lula são necessários mais de 100 mil votos. O PV pode ser a solução. Pode se eleger na casa dos 60 mil a 70 mil votos. Seu compromisso com a família Rillo - leia-se PT rio-pretense - está concluído. Marco, o pai, foi eleito vereador e João Paulo, o filho, credenciou-se a um cargo no governo federal graças à boa votação que teve na cidade. Pode até dobrar com João Paulo em 2010, mas em 2012 cada um segue seu caminho.

Cacau já confirmou que se Antunes entrar no PV tem legenda garantida para prefeito. Eleito deputado ou não, Antunes é candidato em 2012.

João Paulo Rillo disputa uma vaga na Assembléia Legislativa com ampla condição de se eleger. Obteve 100 mil votos na eleição passada e sai praticamente sozinho na disputa para deputado estadual. Seus concorrentes na cidade, os deputados estaduais José Carlos Vaz de Lima (PSDB) e Rodrigo Garcia (DEM), estão fora do páreo. Vão disputar vaga na Câmara dos Deputados. E Valdomiro também está fora da disputa, apesar de querer lançar um candidato para tirar votos de João Paulo.
As pedras estão se mexendo no tabuleiro.

Expressão no Piauí

O ex-secretário de Agricultura e presidente do Sindicato Rural de Rio Preto, Sérgio Expressão, está embarcando para Teresina, no Piauí. Está indo a convite da senadora Kátia Abreu, presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil-CNA e de Carlos Augusto Melo Carneiro da Cunha, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Piauí-Faepi. No dia 7, Expressão participa, no Salão Babaçu do Hotel Rio Poty, do lançamento do programa CNA em Campo. Expressão é hoje um dos homens de confiança do presidente da Faesp, Fábio Meirelles e já foi convidado para participar da campanha a deputado federal de Tirso Meirelles.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Grupo da Sertanejo Alimentos deve R$ 1,1 bi

David Friedlander
O Estado de São Paulo

Para chegar a Nova Monte Verde, saindo de São Paulo, é preciso percorrer 1,6 mil quilômetros até Cuiabá, embarcar num bimotor e voar mais 750 quilômetros rumo a Alta Floresta, e ainda fazer os últimos 186 quilômetros em estrada de terra. Quando chove forte, muitos motoristas preferem voltar. Situada na entrada da Floresta Amazônica, com cerca de 8 mil habitantes, a cidade é tão carente que nem juiz próprio tem. Pois foi para esse lugar que um enorme grupo empresarial do interior de São Paulo, o Arantes, conseguiu arrastar a discussão de uma dívida bancária de R$ 1,1 bilhão.

Tão logo o processo chegou à cidade, um juiz itinerante mandou um grupo de bancos credores devolver cerca de R$ 120 milhões que o Arantes tinha perdido com derivativos de câmbio. Para o magistrado, seria a restituição de um pagamento indevido. O problema é que, segundo a versão dos bancos, o grupo Arantes nunca desembolsou o dinheiro que o juiz mandou devolver. Armada a confusão, a distante Nova Monte Verde transformou-se num endereço de suspeitas, manobras judiciais e conflitos que envolve um batalhão de advogados, juízes, desembargadores e os maiores bancos privados do país.

Dono das marcas Frigo Hans, Frigo Eder e Frango Sertanejo, o grupo Arantes é um dos maiores exportadores de carne do Brasil. Com sede em São José do Rio Preto (SP), tem fábricas e frigoríficos espalhados por cinco Estados e o faturamento chegava a R$ 1,6 bilhão por ano. No boom econômico dos últimos anos, os bancos competiam para fazer negócio com ele. Com a crise, o faturamento caiu, o crédito desapareceu e as dívidas deram um salto - puxadas principalmente por operações malsucedidas com derivativos de câmbio.

O Arantes entrou com pedido de recuperação judicial no início do ano. Procurou a Justiça em Nova Monte Verde, onde tem um dos frigoríficos, com a alegação de que lá ficava "o principal estabelecimento e administração central" do grupo. O pedido foi aceito, mas a própria promotora de Justiça encarregada de acompanhar o caso discorda da decisão. "O cérebro da empresa fica em São José do Rio Preto, claramente não é aqui. Esse processo deveria correr por lá, para não prejudicar os credores", afirma Fernanda Pawelec Vieira, do Ministério Público de Mato Grosso.

Para os advogados dos bancos, a escolha da cidade seria uma manobra para tumultuar o processo. "Eles querem nitidamente é dificultar a defesa", afirma Ussiel Tavares, advogado de um dos bancos. "Estão aproveitando a distância e a precariedade do lugar", diz o advogado Julierme Romero, contratado por outra instituição. Entre os principais credores do Arantes estão Bradesco, Itaú, Unibanco, Santander, HSBC e Deutsche. Procurados, a direção do grupo Arantes e seus advogados não quiseram falar.

Nova Monte Verde não tem juiz titular. Para aplicar a lei na cidade, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso improvisa magistrados de outras comarcas, que fazem um trabalho itinerante. Eles não têm data certa para aparecer e normalmente tratam de conflitos de terra, brigas entre vizinhos e processos criminais. Quando o processo da Arantes deu entrada, o juiz responsável era Wendell Karielli Simplício, titular de Cotriguaçu, a uma hora de balsa e outro tanto de estrada de terra. Por causa da distância, ele costumava aparecer na cidade de uma a duas vezes por mês.

No dia 30 de janeiro, Karielli Simplício manifestou-se sobre a dívida contraída pelo Arantes ao operar com derivativos cambiais, estimada em cerca de R$ 250 milhões. Ele determinou que o HSBC, o Real, o Deutsche e o BBM, entre outros, depositassem cerca de R$ 120 milhões na conta da Arantes Alimentos Ltda. Na interpretação do juiz, o Arantes teria pago essa quantia a mais quando liquidou suas aplicações em derivativos.

"Isso eu nunca vi: devolver algo que nunca foi pago?", comenta o advogado Tavares. "Essa sentença criou uma situação descabida. A empresa entra em recuperação judicial e, em vez de pagar os credores, recebe dinheiro deles." Segundo a versão dos bancos, o Arantes não teria desembolsado um tostão para cobrir seus prejuízos com derivativos. As próprias instituições teriam emprestado dinheiro para o grupo liquidar suas posições - trocando uma dívida imediata por outra de prazo mais longo. Procurado, o juiz Karielli Simplício disse que saiu do caso e preferia não se manifestar.

Com a decisão do juiz Karielli Simplício, os bancos se queixaram ao corregedor do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, o desembargador Orlando de Almeida Perri. A corregedoria já investigava o juiz havia alguns anos, por acusações de venda de sentenças, de acordo com a imprensa local. "Estamos investigando, sim. Mas não posso dizer o motivo", afirmou o corregedor ao Estado. Karielli também afirma estar impedido de comentar. "Posso dizer apenas que é um caso de 2004, não tem nada a ver com esse processo (do Arantes)", disse o juiz.

A decisão de Karielli Simplício deu início a uma cascata de recursos. Primeiro, ele foi substituído por outro juiz, Roger Augusto Bim Donega. Este anulou a sentença do colega: dispensou os bancos da devolução do dinheiro e mandou o processo de recuperação judicial para São José do Rio Preto. Para reforçar sua decisão, o novo juiz anexou uma cópia do site do Arantes na internet - onde São José do Rio Preto aparece como sede administrativa do grupo. No dia seguinte, o Arantes tirou seu site do ar.

Dias depois, uma terceira mudança e a decisão do novo juiz foi derrubada. O desembargador Donato Fortuna Ojeda trouxe o processo de volta para Nova Monte Verde e, mais uma vez, os bancos receberam ordem para depositar dinheiro na conta do grupo Arantes. Três dias depois, a situação mudou pela quarta vez. Outro desembargador, José Silvério, deu liminar cancelando a decisão anterior e livrou os bancos dos depósitos para o grupo Arantes.

Todo esse corre-corre ocorreu em pouco mais de uma semana. Nesse período, o processo do grupo Arantes movimentou a região. Em Alta Floresta, advogados de São Paulo e de Cuiabá alugaram táxis ou aviões para ir a Nova Monte Verde. A ironia é que a única pista de pouso fica no abatedouro do grupo Arantes. "Nosso escritório tem avião, mas eu mandei nosso advogado de táxi", diz o advogado Romero, que trabalha para um dos bancos. "Não ia pousar em território inimigo".